Celular de influenciadora assassinada e moto de suspeito são encontrados pela polícia

Crime de feminicídio ocorreu em Itapipoca no último dia 14.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 16:09)
montagem de fotos de Ana Karolina Sousa, influenciadora vítima de feminicídio em Itapipoca.
Legenda: Ana Karolina foi assassinada com aproximadamente 20 golpes de arma branca.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) localizou o celular de Ana Karolina Sousa, influenciadora vítima de feminicídio em Itapipoca, e a motocicleta do ex-marido dela, principal suspeito do crime. Os objetos encontrados podem auxiliar os trabalhos de investigação.

O veículo foi encontrado pelas autoridades em Umirim, município vizinho ao local do crime. 

Já o aparelho telefônico foi achado em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), conforme informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), nesta sexta-feira (20). 

O caso de feminicídio foi registrado na noite do dia 14 de fevereiro em Itapipoca. O suspeito, Anderson Renan Magalhães Freitas, fugiu logo após o crime e segue procurado pelas forças de segurança.

O dia do crime 

Ana Karolina Sousa, 31 anos, influenciadora, estudante de Biomedicina e empresária, foi encontrada morta no município de Itapipoca, no Interior do Ceará. A Polícia Civil investiga o crime de feminicídio.

De acordo com as investigações, na manhã daquele dia, a vítima retornava de uma festa em Paracuru e, ao adentrar na própria residência, já se deparou com Anderson.

A mulher foi assassinada com aproximadamente 20 golpes de arma branca.

O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi um choque hemorrágico.

O crime causou forte comoção pública na região.

Quem é o suspeito 

As investigações da Delegacia Regional de Itapipoca apontam que Anderson não aceitava o término do relacionamento, que durou cinco anos. Segundo familiares ele, já havia proferido ameaças contra a vítima. 

Além da violência física, consta nos autos que, após o crime, o suspeito subtraiu o aparelho celular da vítima; roubou uma quantia em dinheiro e fugiu, utilizando a motocicleta da própria Karolina.

Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas para atender a ocorrência.

O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Itapipoca, unidade que realiza diligências para capturar o suspeito do crime.

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Quem era Ana Karolina

A estudante de Biomedicina era proprietária de uma clínica de estética e mãe de uma menina de 7 anos.

ana vitima estudante jaleco branco foto posada.
Legenda: Ana tinha entrado no curso de Biomedicina há menos de um ano.
Foto: Reprodução/Instagram.

Nas redes sociais, Ana Karolina costumava compartilhar sua rotina profissional, acompanhada por quase 12 mil seguidores.

A vítima tinha completado 31 anos no último dia 7 de fevereiro e postado no Instagram fotos de jaleco para comemorar a entrada no curso de Biomedicina: "início de um sonho", disse ela em maio do ano passado.

Prisão do suspeito

A Justiça do Ceará decretou, em regime de plantão judiciário, na última terça-feira (17), a prisão preventiva de Anderson Renan Magalhães Freitas, principal suspeito do assassinato de Ana Karolina.

Ao decretar a prisão, a juíza Leslie Anne Maia Campos destacou a "gravidade concreta" e a "extrema brutalidade" do ato.

Segundo a decisão, a manutenção da liberdade do suspeito representa um risco à ordem pública, dada a periculosidade demonstrada pelo modo de execução do crime, praticado em um ambiente que deveria garantir a segurança da vítima.

"A fuga após o crime também constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva", afirmou a magistrada, ressaltando que o investigado pode ter transitado por diferentes municípios, como Itapipoca e Uruburetama, para evitar a captura.

Além da ordem de prisão, a Justiça deferiu o afastamento do sigilo de dados telemáticos de Anderson Renan.

O objetivo é que a tecnologia ajude a rastrear os últimos passos do investigado e auxilie em sua localização. O mandado de prisão já foi inserido no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP)

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