Major acusado de liderar um grupo de extermínio
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A denúncia de que um grupo de extermínio comandado por um oficial da Polícia Militar do Ceará estaria agindo a serviço de uma rede de farmácias cearense, veiculada ontem à noite pelo Jornal Nacional, provocou mal-estar na Segurança Pública do Estado. O oficial em questão trata-se do major José Ernane de Castro Moura, comandante da 1ª Companhia do 5º BPM (Aldeota) e tido como um policial atuante, que gozava de ótimo conceito junto à tropa. Além da execução de supostos assaltantes, a prestação de serviços de segurança particular - por militares sob o seu comando, e a desocupação de terrenos pertencentes a imobiliárias invadidos por sem-teto, também seriam outras irregularidades nas quais o major Castro estaria envolvido. Segundo as investigações, cerca de 30 pessoas podem ter sido vítimas do grupo.
A investigação vinha sendo feita em sigilo absoluto por parte da Polícia Federal (PF), com o acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF), desde o dia 29 de abril de 2002, quando o garçom Antônio Mendes de Araújo foi confundido com um assaltante e acabou sendo executado por um policial à paisana que estaria no local fazendo a segurança da farmácia (veja matéria abaixo). Somente em 2001, sete assaltantes teriam sido mortos em circunstâncias misteriosas, após terem ‘atacado’ filiais da rede de farmácias.
PRISÕES - Com base na investigação realizada pelos agentes federais, o MPF solicitou a prisão preventiva do major Castro; além de um capitão, um subtenente e dois soldados, todos da PM; um empresário do setor de segurança privada, e dois funcionários da rede de farmácias. Entretanto, até hoje essas solicitações não foram atendidas pela Poder Judiciário cearense. O procedimento está sendo apreciado pelo Tribunal de Justiça do Estado.
Ainda segundo a reportagem do Jornal Nacional, a PF teria entrado no caso após provocação da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE), uma vez que o acusado de um dos crimes - o do garçom - seria menor de idade, caracterizando desse modo um crime que poderia ser apurado pela Federal. Há informações de que a Polícia Civil também teria aberto um inquérito para investigar as mortes misteriosas ocorridas após assaltos praticados contra filiais da rede de farmácias. Apesar disso, as investigações não teriam prosperado.
DEFESA - A reportagem do Diário do Nordeste ouvir o major Castro às 23h45min de ontem, através de seu telefone celular. Ele refutou as denúncias e disse que jamais foi intimado para prestar esclarecimentos. “Sou uma pessoa pública, comando a Companhia da PM da Aldeota, e jamais fui convocado pela PF ou Justiça para depor. E nunca deixei de trabalhar pela sociedade”.
A investigação vinha sendo feita em sigilo absoluto por parte da Polícia Federal (PF), com o acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF), desde o dia 29 de abril de 2002, quando o garçom Antônio Mendes de Araújo foi confundido com um assaltante e acabou sendo executado por um policial à paisana que estaria no local fazendo a segurança da farmácia (veja matéria abaixo). Somente em 2001, sete assaltantes teriam sido mortos em circunstâncias misteriosas, após terem ‘atacado’ filiais da rede de farmácias.
PRISÕES - Com base na investigação realizada pelos agentes federais, o MPF solicitou a prisão preventiva do major Castro; além de um capitão, um subtenente e dois soldados, todos da PM; um empresário do setor de segurança privada, e dois funcionários da rede de farmácias. Entretanto, até hoje essas solicitações não foram atendidas pela Poder Judiciário cearense. O procedimento está sendo apreciado pelo Tribunal de Justiça do Estado.
Ainda segundo a reportagem do Jornal Nacional, a PF teria entrado no caso após provocação da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE), uma vez que o acusado de um dos crimes - o do garçom - seria menor de idade, caracterizando desse modo um crime que poderia ser apurado pela Federal. Há informações de que a Polícia Civil também teria aberto um inquérito para investigar as mortes misteriosas ocorridas após assaltos praticados contra filiais da rede de farmácias. Apesar disso, as investigações não teriam prosperado.
DEFESA - A reportagem do Diário do Nordeste ouvir o major Castro às 23h45min de ontem, através de seu telefone celular. Ele refutou as denúncias e disse que jamais foi intimado para prestar esclarecimentos. “Sou uma pessoa pública, comando a Companhia da PM da Aldeota, e jamais fui convocado pela PF ou Justiça para depor. E nunca deixei de trabalhar pela sociedade”.