Justiça marca julgamento de acusado de mandar matar pastor em culto evangélico em Redenção

Vítima era ex-sogro do acusado. O crime teria sido motivado por desavenças entre os dois homens

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Redação producaodiario@svm.com.br
Pastor Henrique Júnior de Moraes foi assassinado aos 49 anos, enquanto celebrava um culto, em Redenção
Legenda: Pastor Henrique Júnior de Moraes foi assassinado aos 49 anos, enquanto celebrava um culto, em Redenção
Foto: Reprodução

A Justiça Estadual marcou a data do julgamento de Francisco Aldairton da Silva Farias, o 'Fifi', por ordenar o assassinato do ex-sogro, o pastor Henrique Júnior de Moraes, em um culto evangélico no Município de Redenção, no dia 21 de setembro de 2016. O crime teria sido motivado por desavenças entre os dois homens, que foram agravadas com uma discussão dentro de um supermercado.

O Tribunal do Júri está marcado para cinco anos depois do crime, no dia 27 de setembro deste ano. Devido a pandemia de Covid-19, a 3ª Vara do Júri de Fortaleza definiu, no último dia 24 de junho, que o ato se dará de forma semipresencial, com o réu participando por meio de videoconferência, direto da Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL 1), em Itaitinga, onde ele está preso.

Francisco Aldairton será julgado pelo cometimento dos crimes de homicídio qualificado (mediante pagamento ou promessa de recompensa e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e organização criminosa, como pronúncia da Justiça, em outubro de 2018. 

A defesa de 'Fifi' chegou a pedir pelo relaxamento da prisão do cliente no dia 26 de maio deste ano, com a justificativa de que o julgamento estava demorando para ser marcado, enquanto o homem continuava preso há quase cinco anos. Entretanto, a 3ª Vara do Júri de Fortaleza concordou com o Ministério Público do Ceará (MPCE) e recusou o pedido, no último dia 7 de junho.

Acusado e vítima tinham desavença

O pastor Henrique Júnior, aos 49 anos, celebrava um culto evangélico em uma residência no bairro Conjunto Novo, no Distrito de Antônio Diogo, em Redenção, quando foi surpreendido por dois homens que entraram no local e efetuaram vários tiros. Horas depois, seis suspeitos de participação no crime foram capturados.

As investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Ceará (PCCE), apontaram que Francisco Aldairton e o ex-sogro, Henrique Júnior, tinham uma desavença que já durava alguns anos, em razão principalmente das visitas de 'Fifi' à filha com quem ele teve com a filha do pastor. O acusado se relacionou por oito anos com a mulher.

Um encontro ocorrido na entrada de um supermercado teria acentuado a desavença e motivado 'Fifi' a ordenar o assassinato, segundo a Polícia Civil. O acusado confessou o crime e contou, em depoimento, que foi chamado de 'pilantra' pelo ex-sogro.

Mais quatro homens acusados

O Ministério Público do Ceará acusou Francisco Aldairton por ordenar o homicídio e mais quatro homens por participarem do crime. Antônio Cássio Almeida da Silva e Antônio Leandro Garcia Farias teriam executado o plano criminoso, traçado por Francisco Dhyota Honório - que também deu fuga à dupla. Enquanto Luiz Pereira de Lima Neto e um adolescente de 16 anos conseguiram uma mototicleta para ser utilizada pelos executores.

Os suspeitos foram presos em flagrante. Mas acabaram colocados em liberdade, nos anos seguintes. O processo pelo homicídio do pastor Henrique Júnior acabou sendo desmembrado, pelo fato de que alguns acusados não foram localizados para serem intimados. Com isso, a ação penal avançou ao julgamento apenas para 'Fifi'.

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