O "queridinho" das celebridades
"Lulus" ou "ursinhos" os nomes não importam muito diante da beleza deste cãozinho que conquista corações
Fortaleza. Em algumas versões sobre a história do Spitz Alemão, também conhecido como Lulu da Pomerânia, conta-se que sua expansão no mundo ocidental aconteceu porque caiu nas graças da realeza britânica. Os primeiros cães da raça chegaram à Inglaterra na bagagem da rainha Charlotte, esposa do rei George III. Mas o fato determinante para o destaque dos Pomerânias foi a paixão da neta, a rainha Victoria, pela raça, a partir do século 19, quando estes cães foram aceitos pelo The Kennel Club.
A graciosidade da raça conquistou rapidamente personalidades em diversos lugares. Destaque para o grande Michelangelo (1475-1564). Seu cão o acompanhava nos trabalhos de pintura da capela Sistina. Mozart (1756-1791) tinha uma fêmea chamada "Pimperl", que mereceu nada menos do que uma ária deste gênio da música erudita. Mais fez o também gênio Chopin (1810-1849), que dedicou a obra "Valse des Petits Chiens" à sua cadelinha Pomerânia (a denominação é homônima a uma região da Europa, na fronteira entre Alemanha e Polônia).
No Brasil, há criadores de referência na raça. Entre eles, Ed Laranjeira e Ricardo Almeira, do Canil Tiny Celebs Poms, no Ceará; e Beatriz Poltronieri, do Lupus Golden Poms, no Paraná. "No momento temos oito fêmeas e um macho. Estamos importando mais um macho da Rússia. É uma raça extremamente devota ao dono, de fácil lida, inteligente e adaptável à qualquer clima. Consideramos essencial adquirir um exemplar de um canil de qualidade. Está uma infestação de canís que não investem em um bom plantel e produzem e oferecem filhotes de baixo padrão, o que no futuro traz frustração aos proprietários", afirma Ed Laranjeira.
Da mesma forma, Beatriz observa tratar-se de uma raça que exige atenção especial. "Criar cães era um sonho que tinha desde criança. Os Spitz entraram na minha vida para minha felicidade. Fazem parte da minha família. São cães apaixonantes, muito carinhosos, extremamente companheiros. Mas tenho tido algumas dificuldades pelas quais eu não esperava, como muitas noites em claro cuidando de filhotes e mãezinhas, cesáreas. Não tem dor maior que perder uma mãezinha no parto. É um sentimento de culpa enorme com o qual tive que aprender a conviver. Os filhotes são muito sensíveis até que completem 4 a 5 meses. Fico numa preocupação constante para que cresçam saudáveis para poderem ir para seus novos lares, estes selecionados a dedo. Acompanho o crescimento de todos os meus filhotes em suas novas casas. Estou sempre auxiliando nas dúvidas e tentando ajudar ao máximo que posso os novos pais. Não tem nada mais gratificante que ver meus bebês em seus novos lares felizes e saudáveis", diz ela.
Em pouco tempo de criação, há apenas dois anos, o Tiny Celebs já está entre os sete melhores do País. "O primordial para um criador da raça é conhecer, antes de tudo, suas necessidades, história e futuro também. A raça passou por várias transformações, desde os primeiros que eram muito grandes até chegar nos anões, os mais cobiçados que são os 'ursinhos'", diz Ed.
Mais informações
Ed Laranjeira - (85) 8829.6099
Instagram: @tinycelebs
Beatriz Poltronieri
http://blogs.diariodonordeste.com.br/bemestarpet
Valéria Feitosa
Editora