Cearenses na CPI: veja como votaram os senadores Eduardo Girão e Tasso Jereissati

Relatório final foi votado na última sessão da CPI, nesta terça-feira (26)

Senadores Eduardo Girão e Tasso Jereissati, do Ceará
Legenda: Os dois parlamentares tiveram posicionamentos distintos sobre o documento
Foto: Edilson Rodrigues e Marcos Oliveira/Agência Senado

Por sete votos a quatro, o relatório da CPI da Pandemia foi aprovado na noite desta terça-feira (26). Dois destes votos foram dos senadores cearenses Eduardo Girão (Podemos) e Tasso Jereissati (PSDB). E cada um votou de uma forma: Girão votou contra o relatório de Renan Calheiros e Tasso, a favor.

O texto solicita o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e mais 77 pessoas físicas, além de duas empresas. 

Eduardo Girão

"Com todo respeito, voto pela rejeição do relatório", disse Girão. "Essa CPI tinha obrigação de ser técnica e não pirotécnica. Faltou respeito, imparcialidade e sobrou censura e agressividade", afirmou o senador cearense, dizendo ainda reconhecer que Jair Bolsonaro (sem partido) errou "muito" na condução da pandemia.

Tasso Jereissati

Tasso votou sim e afirmou que o posicionamento é "em respeito às famílias dos 605.884 mortos durante a pandemia pela Covid-19 e em homenagem a todos aqueles profissionais de saúde que ajudaram, trabalharam diuturnamente na linha de frente do enfrentamento da pandemia".

COMO VOTARAM OS SENADORES

SIM

  1. Eduardo Braga (MDB-AM)
  2. Renan Calheiros (MDB-AL)
  3. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
  4. Otto Alencar (PSD-BA)
  5. Humberto Costa (PT-PE)
  6. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  7. Omar Aziz (PSD-AM)

NÃO

  1. Luis Carlos Heinze (Progressistas-RS)
  2. Eduardo Girão (Podemos-CE)
  3. Marcos Rogério (DEM-RO)
  4. Jorginho Mello (PL-SC)

Destino do relatório

O parecer da CPI agora será encaminhado a diferentes órgãos, de acordo com a competência de cada um. Será enviado à Câmara dos Deputados, à Polícia Federal, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), a ministérios públicos estaduais, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Tribunal Penal Internacional (TPI). 

Indiciamentos

A versão final do parecer, que tem 1.279 páginas, recomenda o indiciamento de Jair Bolsonaro por nove infrações. Os três filhos foram acusados da prática de incitação ao crime: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Além deles, Renan Calheiros identificou infrações penais cometidas por duas empresas, a Precisa Medicamentos e a VTCLog, e por outras 74 pessoas - entre deputados, empresários, jornalistas, médicos, servidores públicos, ministros e ex-ministros de Estado. 

Nove crimes foram atribuídos a Bolsonaro. São eles: 

  • Epidemia com resultado de morte;
  • Infração a medidas sanitárias preventivas;
  • Emprego irregular de verba pública;
  • Incitação ao crime;
  • Falsificação de documentos particulares;
  • Charlatanismo;
  • Prevaricação;
  • Crime contra a humanidade;
  • Crime de responsabilidade.