Multinacional alemã aposta em energia eólica e no Nordeste como fonte energética do novo milênio
Empresa participa de 18 projetos de energia eólica no País
Com ventos fortes e constantes, o Nordeste brasileiro se mostra o cenário ideal para investimentos em parques de energia eólica. Pensando nisso gigantes do setor como a multinacional alemã Siemens apostam na região desde 2011, notadamente no litoral do Ceará.
A empresa participa de 18 projetos de energia eólica no Brasil, sendo um dos principais mercados globais para a empresa em campos onshore e o segundo maior das Américas, atrás apenas do mercado dos Estados Unidos. Todos estes projetos estão localizados no Nordeste, com quatro parques eólicos no Ceará: Mundaú (30 MW), Fleixeiras I (30 MW), Trairi (25,4 MW) e Guajirú (30 MW). Os 18 parques do Nordeste têm instalados 200 aerogeradores da Siemens. Mais cinco máquinas serão instaladas até o fim de 2014, totalizando mais de 470MW de potência instalada.
Para o diretor de energias renováveis da Siemens no Brasil, Eduardo Angelo, estes novos parques estão entre os mais eficientes do mundo. “Empregamos o que há de mais avançado em tecnologia, desenvolvemos uma solução sob medida para nosso cliente, resultando no melhor aproveitamento possível do potencial eólico dos parques da Tractebel”.
A companhia já possui uma estrutura local para contribuir com seus clientes no desenvolvimento do mercado de energia limpa no Brasil, apresentando estratégias de logística, transporte e instalação capazes de atender as necessidades específicas do mercado eólico brasileiro.
A multinacional alemã chega a disponibilizar a cada parque eólico uma equipe de profissionais para atuar nas mais variadas áreas, como segurança, qualidade, montagem, manutenção, comissionamento e treinamentos.
Em visita ao quartel general da Siemens na Flórida acompanhamos de perto o treinamento dos funcionários no tocante a segurança. Há muita preocupação para que a dupla que trabalha junta possa solucionar possíveis problemas. Também foi possível verificar os cuidados para com a qualidade dos produtos (turbinas, por exemplo) ofertados aos clientes.
História antiga
Em 2011, foram vendidas 50 turbinas para equipar quatro novos parques eólicos localizados no Estado do Ceará: Mundaú (30 MW), Fleixeiras I (30 MW), Trairi (25,4 MW) e Guajiru (30 MW). O contrato assinado com a Tractebel, empresa líder em energias renováveis pertencente ao grupo franco-belga GDF SUEZ, entrou em operação em 2012 e totalizou uma capacidade de 115 MW para os quatro parques. Além dos municípios cearenses o contrato também contemplou Porto das Barcas (30 MW), em Parnaíba (PI).
Em 2012, houve fornecimento de 82 turbinas para Enel 2, companhia dedicada ao desenvolvimento, operação e geração de energia a partir de fontes renováveis, para equipar os parques eólicos: Modelo I e Modelo II, localizados no Rio Grande do Norte, com capacidade total de 56,4 MW; Pau Ferro, Pedra do Gerônimo e Tacaicó, em Pernambuco, com 79,90 MW; e Emiliana e Joana, na Bahia, com 56,4MW.
Perspectivas para o mercado eólico
Nos últimos leilões de energia promovidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a eólica apresentou-se como uma fonte competitiva, ficando atrás somente das grandes centrais hidrelétricas.
Dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) reforçam o cenário positivo e apontam que o setor deverá crescer cerca de 1,5 a 2,0 GW/ano.
Nem tudo são flores
Segundo recente levantamento do jornal Diário do Nordeste, entre fevereiro e março, por exemplo, meses nos quais o jornal acompanhou o relatório publicado mensalmente pela Aneel, 18 parques eólicos adiaram o início da operação para abril, enquanto outros cinco foram mais longe e pediram revisão do funcionamento para junho e um outro para agosto deste ano, cinco meses depois da data inicial prevista.
Entre os 54 parques definidos para o Estado por leilões desde 2009, 25 estão em construção e outros 29 seguem em outorga - onde procedimentos de licença e autorizações são solicitadas a órgãos do setor energético e também ambientais. Dos 25 que já contam com canteiro de obras implantado, porém, apenas dois encontram-se dentro do prazo.
Ao todo, a inoperância destas usinas eólicas resulta em uma perda de 1.044,6 MW de potência, os quais deveriam ir direto para o Operador Nacional do Sistema (ONS) e sanar problemas de abastecimento de energia.
Confira matéria na íntegra no Diário do Nordeste Plus, aplicativo para tablets do Diário do Nordeste.
