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Grupo Telles investirá R$ 13 mi em fábrica

A expectativa é que o equipamento, que fica no município de Pindoretama, cresça de 15% a 20% neste ano

Escrito por
Bruno Cabral - Repórter producaodiario@svm.com.br
Legenda: Fabricação de bobinas de papel e de chapas e caixas de papelão será maior

Com investimentos previstos de mais de R$ 13 milhões para 2016, a fábrica de embalagens do Grupo Telles espera um expressivo crescimento entre 15% e 20% neste ano, mesmo com a expectativa de que a economia brasileira sofra uma retração em torno de 3% no período. "Apesar do mercado recessivo, estamos prevendo um razoável crescimento devido à conquista de novos clientes e à entrada em novos mercados como, por exemplo, o do estado de Pernambuco", diz Aline Telles Chaves, diretora do Grupo Telles.

A unidade, localizada no município de Pindoretama, tem capacidade para a produção de 80 toneladas por dia. O investimento previsto no parque industrial será destinado à modernização da fabricação de bobinas de papel e na produção de chapas e caixas de papelão. Juntamente com os novos investimentos, foi criada uma nova identidade para a empresa (originalmente chamada de Pecém Embalagens) que, a partir deste mês, passa a ser Santelisa Embalagens S.A. "Essa mudança marca uma nova fase para a empresa", diz Aline.

Geração própria

Além dos investimentos em marketing e na unidade fabril, o Grupo Telles irá inaugurar até o final de março, no mesmo local, um parque de energia solar voltado exclusivamente para atender a demanda da fábrica. Orçado em R$ 20 milhões, de recursos próprios, o empreendimento terá a potência instalada de 3MW, dos quais 1MW será entregue em março e os outros 2MW restantes até outubro. No futuro, o Grupo Telles pretende expandir a capacidade da usina solar para atingir a cota limite da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 5MW de potência.

Empregos

Atualmente, a fábrica de embalagens oferece 350 empregos diretos e mais de 1 mil indiretos (incluindo fornecedores de aparas, cooperativas de reciclagem e fornecedores de insumos), atendendo aos mercados do Maranhão, Piauí, Pará, Rio Grande do Norte e Paraíba, além do Ceará. Os principais clientes são as empresas 3 corações, Granja Regina e Leite Maranguape, no segmento de alimentos; DAG, no segmento de distribuidoras; Cerbras, no segmento de cerâmica; Tramontina (para a Norsa) e Ypióca. A matéria prima é 100% reciclada.

Segundo Aline, o Grupo decidiu investir em embalagens ainda na década de 1980, quando uma crise no setor ameaçou paralisar as vendas de aguardente de cana, seu principal produto na época. "Decidimos ser autossustentável nas embalagens de papelão, usando nosso bagaço de cana e papel reciclado", diz.

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