Mais de 418 mil já tomaram 1ª dose de vacina contra Covid em Fortaleza; déficit é de 40 mil doses

Fim do estoque da Coronavac preocupa idosos que deveriam receber a segunda aplicação até hoje

Vacinação
Legenda: Vacinação com Coronavac está temporariamente paralisada em Fortaleza
Foto: José Leomar

O avanço da vacinação contra a Covid-19 em Fortaleza teve um freio, hoje, com a paralisação pela falta de doses da Coronavac. Apesar disso, 8.608 idosos estão agendados para aplicação da segunda dose da imunização em casa ou nos oito postos fixos.

O coordenador da Rede de Atenção Primária e Psicossocial, Erlemus Soares, informou, em live nesta quinta-feira (29), que cerca de 1.800 pessoas devem completar o esquema de imunização em casa, por rotas domiciliares. 

Outras 6.808 serão vacinadas nos Cucas Jangurussu, José Walter, Mondubim e Barra do Ceará, além dos drive-thru na Arena Castelão, Centro de Eventos e shoppings RioMar Kennedy e Papicu. No total, 418.089 pessoas já receberam a dose 1, e 216.404 a D2.

A secretária adjunta da Saúde, Aline Gouveia, justificou que “em razão do número de doses que temos em estoque, hoje estamos vacinando só as pessoas que receberam a confirmação do agendamento”. Novo lote deve chegar “a qualquer momento”.

Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, a secretária de Saúde de Fortaleza, Ana Estela Leite, afirmou que a cidade tem 40 mil doses a menos do que o ideal, devido a atraso de repasse do Governo Federal.

O Ministério da Saúde garantiu que as doses seriam repostas no prazo de até 28 dias da Coronavac. Mas cerca de 40 mil doses não foram respostas, o que está impactando nas D2 que se venceriam hoje e amanhã.
Ana Estela Leite
Secretária de Saúde de Fortaleza

Na fase atual de imunização em Fortaleza, são os idosos acima de 60 anos que estão recebendo as doses 1 e 2 da Coronavac e da AstraZeneca. A primeira tem um prazo de 28 dias entre as doses; a segunda, de 90 dias.

"Tudo sobre a Covid é muito incerto. A primeira dose prepara o organismo, a segunda reforça. Não podemos afirmar se o atraso prejudica a eficácia, porque começamos a vacinar neste ano", reconhece Ana Estela.

Apesar disso, não há prejuízo no atraso, como reforça Erlemus. “O próprio Ministério diz que, caso não se possa aplicar a D2 na data prevista, é só aguardar a chegada de novo lote e completar o esquema. À medida que chegarem novas doses, vamos chamar quem não conseguiu se vacinar”, garante.

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