O presidente da Colômbia, o ex-guerrilheiro Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (5) que pegará "de novo em armas" diante das ameaças do presidente americano Donald Trump, em meio a tensões crescentes entre ambos os líderes após os bombardeios dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3).
As relações entre os Estados Unidos e a Colômbia têm se deteriorado progressivamente desde que Trump assumiu seu segundo mandato em 2025, com constantes trocas de acusações entre os dois presidentes sobre questões como segurança regional, tarifas e a gestão da política de imigração.
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"Jurei não tocar mais em uma arma desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria voltarei a pegar em armas que não queria", disse Petro na rede social X.
No último fim de semana, Trump afirmou que Petro deveria "cuidar de seu traseiro" após o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro ter sido capturado em Caracas e levado para os Estados Unidos sob acusações de tráfico de drogas e terrorismo. Ele também descreveu Petro como "um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la para os Estados Unidos". "Não fará isso por muito mais tempo", alertou o presidente americano.