O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir ataques mais severos ao Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto ainda nesta terça-feira (7).
As declarações foram divulgadas por meio de uma postagem na plataforma Truth Social. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu o presidente.
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"Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?", acrescentou Trump.
O mandatário não forneceu detalhes, mas já havia declarado anteriormente que as forças armadas de seu país poderiam bombardear pontes, usinas de energia e outras infraestruturas civis do Irã para fazer o país regredir à "Idade da Pedra".
"Saberemos esta noite — um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. Quarenta e sete anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim", destacou o Chefe de Estado.
"Deus abençoe o grande povo do Irã!", conclui a publicação.
Entenda as ameaças de Trump
Pouco após os Estados Unidos e Israel iniciarem os ataques ao Irã, o governo do país fechou o Estreito de Ormuz em uma tentativa de retaliação.
Essa estratégia desencadeou repercussões nos preços mundiais do petróleo e gás, pois essa é uma das principais rotas estratégicas do planeta. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali.
O ultimato de Donald Trump para que o Estreito seja aberto expira às 20h, horário local de Washington (21h em Brasília). Quando questionado por jornalistas nessa segunda-feira (6) sobre suas condições exatas, Trump respondeu: "um acordo que me satisfaça".
Esse acordo que neutralizaria a ordem de bombardeio deve incluir, acima de tudo, a renúncia do Irã à posse de armas nucleares, enfatizou Trump.
O presidente afirmou em algumas ocasiões que a reabertura do Estreito de Ormuz também era uma condição indispensável, embora também tenha dito que, para os Estados Unidos, isso não é absolutamente necessário.
Especialistas indicaram que ataques contra a infraestrutura energética civil poderiam constituir um crime de guerra.