Trump ameaça aumentar tarifas para 200% se China não enviar ímãs aos EUA

Em abril deste ano, Pequim decidiu impor licenças de exportação para esses materiais estratégicos como medida de retaliação diante das tarifas norte-americanas

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Diário do Nordeste/AFP producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 22:07)
Montagem de fotos de Donald Trump e Xi Jinping, presidente da China, para matéria sobre presidente norte-americano querer impor tarifa de 200% a país asiático
Legenda: Trump tem travado uma guerra comercial com diversas nações, mas a China tem sido o principal alvo do presidente estadunidense
Foto: Mandel NGAN, Pedro Pardo / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de cerca de 200% sobre os produtos chineses que entrarem nos Estados Unidos caso a China não acelere suas exportações de ímãs de terras raras.

"Eles têm que nos dar ímãs. Se não nos derem, então teremos que cobrar uma tarifa de 200% ou algo assim. Mas não acho que vamos ter problemas com isso", disse Trump nesta segunda-feira (25) durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca com o presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

A China é a principal produtora mundial de terras raras, utilizadas para fabricar ímãs essenciais para as indústrias automotiva, eletrônica e de defesa.

Em abril deste ano, Pequim decidiu impor licenças de exportação para esses materiais estratégicos como medida de retaliação diante das tarifas norte-americanas.

Neste cenário, Pequim e Washington protagonizam uma guerra comercial, causando uma escalada de aumentos tarifários, até atingir cifras de três dígitos de ambos os lados.

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Desde então, as negociações entre as duas maiores potências mundiais permitiram reduzir as tensões, e o governo chinês se comprometeu a acelerar a concessão de licenças a uma série de empresas norte-americanas.

"Acho que temos uma relação estupenda com a China, falei recentemente com o presidente Xi [Jinping] e, em algum momento do ano, deveríamos visitar a China", afirmou Trump.

O republicano ainda aproveitou para alfinetar o adversário comercial. "Eles têm algumas cartas. Nós temos cartas incríveis, mas não quero jogá-las. Se eu as jogasse, destruiria a China", disse.

Negociações

Nos últimos meses, representantes de ambos países se reuniram em três encontros a fim de resolver uma série de questões de impasses comerciais.

Em comum acordo, as nações decidiram reduzir temporariamente as tarifas para 30% por parte dos Estados Unidos e para 10% por parte da China. A resolução tinha validade por um período de 90 dias, que já foi prorrogado pela segunda vez até novembro.

O governo estadunidense demonstrou não estar satisfeito com o acuso e acusa a China de retardar deliberadamente o processo de concessão de licenças para a exportação de terras raras.

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