‘SUS já absorve impactos’ de ataques à Venezuela, diz ministro da Saúde

Equipes de saúde do Brasil atuam em Roraima, na fronteira entre os dois países.

Escrito por
Theyse Viana theyse.viana@svm.com.br
(Atualizado às 14:02)
Imagem mostra ministro da Saúde, Alexandre Padilha, um homem branco, de cabelo grisalho e usando óculos.
Legenda: Padilha publicou sobre ataque dos EUA à Venezuela, na manhã deste sábado (3).
Foto: Davi Rocha.

Os ataques a bombas dos Estados Unidos em Caracas, na capital da Venezuela, neste sábado (3), devem ter repercussões diretas no Brasil. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que o órgão “e o SUS Roraima já absorvem impactos da situação”.

A declaração foi dada por Padilha nas redes sociais, ao defender o estabelecimento da paz. “Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas”, pontuou.

“Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde”, frisou o ministro, na manhã de hoje.

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Segundo Padilha, “desde o início das operações militares no entorno do país vizinho”, a Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e as equipes de Saúde Indígena são preparadas “para reduzir, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro”.

“Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, finalizou Padilha.

Autoridades venezuelanas afirmam que os cerca de sete bombardeios estadunidenses atingiram áreas residenciais. Ainda não há informações oficiais sobre possíveis feridos e mortos.

Ataque dos EUA à Venezuela

Os Estados Unidos realizaram ataque contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, neste sábado (3). 

A captura de Maduro ocorreu por volta das 2h da manhã, de acordo com a imprensa internacional, após bombardeios dos EUA em Caracas, capital venezuelana. O paradeiro dele ainda é desconhecido por autoridades da Venezuela.

Pelo menos sete explosões foram registradas em meia hora, atingindo pontos como o Forte Tiuna, a Base Aérea de La Carlota e cidades como La Guaira e Maracay. Vídeos mostram aeronaves liberando os explosivos.