Monte Everest está crescendo por causa de um rio; entenda o fenômeno

O coautor Adam Smith, doutorando do Departamento de Ciências da Terra da University College London (UCL), afirmou que o Monte Everest continua crescendo

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
07 de Maio de 2025 - 21:16 (Atualizado às 21:44)
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Legenda: O crescimento entre 15 e 50 metros levou cerca de 89 mil anos, sugere a pesquisa. A cada ano, o Monte Everest cresce cerca de dois milímetros
Foto: LAKPA SHERPA / AFP

A montanha mais alta do mundo está crescendo, como revelou um estudo publicado pela revista científica Nature Georcience. O Monte Everest aumentou entre 15 a 50 metros por conta de um rio.

O que tem motivado esse crescimento? Uma erosão gerada por uma rede fluvial. O fenômeno, tem cavado um grande desfiladeiro e causado uma perda de massa na terra, o que faz com que a montanha seja elevada.

O coautor Adam Smith, doutorando do Departamento de Ciências da Terra da University College London (UCL), em um comunicado de imprensa, afirmou que a montanha continua crescendo. A informação é da CNN.

Segundo ele, quando mais o rio “corta mais fundo”, o peso da região vai diminuindo, o que faz com que a crosta terrestre tenha mais facilidade para se elevar.

Essas movimentações reproduzem o fenômeno conhecido como ajuste isostático. Ele é formado quando uma grande massa de terra comprimida a crosta terrestre é removida.

“Uma análise simplista sugere que essa elevação anômala poderia ser o resultado de um cenário em que as elevações de pico eram distribuídas de forma relativamente uniforme, mas um componente adicional de elevação foi adicionado a apenas alguns dos picos”, explica trecho do estudo.

O crescimento entre 15 e 50 metros levou cerca de 89 mil anos, sugere a pesquisa. A cada ano, o Monte cresce cerca de dois milímetros.

“A interação entre a erosão do rio Arun e a pressão ascendente do manto da Terra impulsiona o Everest, elevando-o a uma altura maior do que teria sem esse processo”, salienta ainda o autor principal do estudo, Xu Han, da Universidade Chinesa de Geociências.

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