Caso Begoleã: carne encontrada na mala de brasileiro preso não é humana, diz polícia

O suspeito declarou que o motivo do crime foi legítima defesa, após Alan Lopes lhe oferecer carne humana para consumo

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Redação producaodiario@svm.com.br
Begoleã
Legenda: Begoleã disse em áudios enviados a amigos que Alan Lopes era canibal
Foto: Reprodução

A polícia portuguesa afirmou que a carne encontrada na bagagem do Begoleã Fernandes, no aeroporto de Lisboa, não é humana. O brasileiro de 25 anos, natual de Matipó, Minas Gerais, confessou que matou Alan Lopes em Amsterdã, alegando legítima defesa. 

Segundo ele, a vítima tinha lhe oferecido carne humana para provar. O brasileiro deve ser deportado para os Países Baixos nesta sexta-feira (16), de acordo com o GLOBO.

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A perícia ainda analisou o sangue encontrado nas roupas de Begoleã. O suspeito alegou que a carne apreendida era prova de que Alan era canibal.

No entanto, familiares da vítima negaram as acusações. A irmã dele, Kamila Lopes, afirmou que Begoleã tinha falas desconexas e paranoicas antes do crime.

Relembre o caso

O assassinato ocorreu na capital holandesa em 26 de fevereiro. Um dia após o caso, o suspeito foi preso no aeroporto de Lisboa quando tentava embarcar em um voo para o Brasil.

Na mala de Begoleã, foi encontrada "uma embalagem de plástico contendo diversos pedaços de carne", informou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) português na ocasião da prisão.

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Às autoridades locais, o jovem confessou ter matado o colega a facadas nos Países Baixos, e explicou que o motivo do crime foi supostamente legítima defesa. Segundo ele, Alan Lopes teria tentado assassiná-lo após oferecer carne humana para consumo e lhe mostrar vídeos de canibalismo

A um inspetor responsável pelo controle de passageiros no aeroporto da Capital portuguesa, o brasileiro disse que o material era "prova" e foi recolhido em um pote de plástico para ser apresentado como evidência.

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