Bin Laden não tinha arma quando foi morto

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Redação producaodiario@svm.com.br
Segundo o ex-fuzileiro que escreveu um livro sobre a morte do terrorista, ele estava desarmado FOTO: REUTERS

Washington. O relato de um fuzileiro naval do Seal, que integrava a equipe que matou Osama Bin Laden em 1º de maio de 2011, contradiz a versão oficial do governo americano sobre o episódio. O livro "No Easy Day" (que no Brasil será publicado pela Editora Paralela como "Não há dia fácil"), escrito pelo ex-fuzileiro naval Matt Bissonnette, 36, sob o pseudônimo de Mark Owen, será publicado na próxima semana. Segundo a editora Penguin, o autor foi o primeiro homem da operação que entrou no recinto onde estava Bin Laden e presenciou sua morte.

A Associated Press e o Huffington Post tiveram acesso antecipado a cópias do livro e informaram ontem que a obra levanta dúvidas se Bin Laden representava, de fato, uma ameaça quando a equipe de Seals atirou nele, durante operação no Paquistão.

Segundo Bissonnette, Bin Laden levou um tiro na cabeça quando saiu de seu quarto, no segundo andar do compound onde estava escondido. Bissonnette diz que estava imediatamente atrás de um atirador de elite que subia as escadas. O atirador havia visto "um homem espreitando pela porta".

Segundo o autor, Bin Laden teria recuado para dentro de seu quarto e os Seals entraram, mas o encontraram caído no chão. Um buraco de bala podia ser visto do lado direito de sua cabeça e duas mulheres se inclinavam sob seu corpo. Bissonnette afirma que o atirador dos Seals afastou as duas mulheres de Bin Laden e, com outros Seals, eles atiraram várias vezes no corpo ainda vivo de Bin Laden até ele parar de se mexer.