Travesti Dandara foi apedrejada e levou dois tiros, afirma delegado

Polícia já prendeu cinco e busca mais suspeitos de participarem do assassinato no bairro Bom Jardim. Homem com apelido de "Chupa Cabra" está foragido

A morte da travesti Dandara dos Santos, de 42 anos, que aparece sendo espancada em um vídeo de mais de um minuto, teve ainda mais requintes de crueldade, informou nesta terça-feira (7) o delegado Bruno Ronchi, titular do 32º Distrito Policial (DP). Segundo ele, que está responsável pelo caso, ela também foi apedrejada e levou dois tiros dos criminosos envolvidos no assassinato.

A Polícia, inclusive, segue procurando mais suspeitos de participarem da morte de Dandara, no bairro Bom Jardim. Apesar de cinco homens já terem sido capturados pelas forças de segurança até o momento, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que outras pessoas estão sendo investigadas pela participação no crime.

Entre os suspeitos que ainda estão sendo procurados, a SSPDS informou que um homem com o apelido de "Chupa Cabra" já teve sua participação confirmada no crime. Segundo a pasta, já existe um mandado de prisão para ele, que está foragido.

De acordo com o delegado Bruno Ronchi, titular do 32º Distrito Policial e presidente do inquérito policial, os envolvidos capturados são três adolescentes e dois adultos que tiveram participação no crime. Entre eles, o que gravou toda a ação e um dos que aparecem agredindo a vítima. Atuam nas investigações do homicídio, policiais civis dos 12º, 32º Distritos Policiais e da Delegacia da Criança e Adolescentes (DCA).  

Prisões

Nesta terça-feira, uma operação prendeu quatro pessoas no bairro Bom Jardim, conforme publicação do secretário de Segurança do Estado, André Costa, na rede social Facebook. Um adolescente já havia sido apreendido no domingo (5), de acordo com o juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude, Manuel Clístenes de Façanha e Gonçalves.

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Equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, realizaram a operação no Bom Jardim. Entre os presos estariam três pessoas que agrediram fisicamente Dandara e um responsável por registrar o crime em vídeo, que repercutiu nas redes sociais, em todo o País.

Comemorando a prisão dos envolvidos, o chefe da SSPDS afirmou que “todo atentado contra a vida é um crime hediondo, mas pior ainda quando é motivado pelo ódio e preconceito, por conta de orientação sexual, raça, cor, idade ou sexo”. Além disso, André foi enfático ao comentar que “precisamos de mais educação e orientação às pessoas, que aprendam a respeitar o próximo. A intolerância só gera consequências ruins”.

 
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