Suspeitos de fraudes em licitações no CE têm cerca de R$ 14 milhões em bens bloqueados pela Justiça

Onze veículos, entre eles automóveis de luxo, e dez empresas estão entre os bens listados na decisão judicial

Os alvos da “Operação Intocáveis” tiveram cerca de R$ 14 milhões em cotas de participação em empresas e contas bancárias bloqueados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE). A ação foi anunciada na tarde desta quinta (15), pela Polícia Civil do Estado (PCCE), que conduz as investigações. Essa é a segunda fase da ofensiva policial. 

A comunicação da determinação da ordem judicial, feita pela Vara Única da Comarca de Jaguaruana, aconteceu na quarta-feira (14). Além das contas bancárias, quatro pessoas e dez empresas relacionadas aos nomes dos investigados da operação vão ficar impedidas de vender automóveis ou de realizar movimentações financeiras. Onze veículos, entre eles automóveis de luxo, e dez empresas do ramo imobiliário e de venda de pescados estão entre os bens listados na decisão judicial.

De acordo com a polícia, os R$ 13.606.391,40 em bens bloqueados correspondem a 15% dos R$ 100 milhões atribuídos às movimentações financeiras irregulares dos alvos,  realizadas nos últimos cinco anos, conforme apontado em investigações da Delegacia Regional de Aracati.

A polícia suspeita da utilização indevida do dinheiro público em empresas com nomes de terceiros. Além disso, também é investigado o crime de lavagem de dinheiro.


Operação

A primeira fase da “Operação Intocáveis”, deflagrada no dia 24 de setembro deste ano, cumpriu 29 mandados de busca e apreensão na capital e nas cidades de Aracati, Itaiçaba, Icapuí, Itaitinga e Eusébio.

Na ocasião, a polícia apreendeu R$ 100 mil em espécie nos endereços de alvos dos mandados judiciais. Um homem de 52 anos, natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, chegou a ser flagrado com dez munições de calibre 25 intactas. Ele foi autuado em flagrante por porte de arma de fogo, mas foi liberado após pagamento de fiança.

A “Operação Intocáveis” é resultado de investigações policiais que apuram crimes de fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, falsidades (documentos e ideológica) e lavagem de dinheiro, no período entre os anos de 2013 até a atualidade, nas prefeituras e câmaras municipais de Aracati e Itaiçaba.

Conforme a polícia, gestores públicos e um núcleo financeiro formado por empresários são suspeitos de combinar preços em licitações públicas e de fazer acordos para definição de vencedores nos processos administrativos nos municípios. 

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