Força-tarefa pede a prisão de mais três

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda:
Foto:
Novas investigações revelaram a participação do sargento Catanã na morte do ex-presidiário Lucivando de Queiroz. PM continua foragido

Mais três pedidos de prisão preventiva foram encaminhados à Justiça pela força-tarefa que investiga os crimes atribuídos a um grupo de extermínio formado por policiais militares (da ativa), ex-PMs e pessoas civis. O fato foi revelado, ontem, com exclusividade para o Diário do Nordeste. Os pedidos chegaram ao Fórum Clóvis Beviláqua, no fim da tarde de sexta-feira e deverão ser analisados, hoje, pela Justiça.

Os pedidos de prisão são para dois policiais militares e um comerciante. Um deles é o sargento PM João Augusto da Silva Filho, o ‘Joãozinho Catanã’, que está foragido. Ele já estava com prisão temporária, que deverá, agora, ser transformada em preventiva.

O sargento é acusado de ter participação em um dos cinco crimes de morte atribuídos ao grupo de extermínio.

‘Catanã’ teria intermediado e dado apoio logístico aos criminosos que fuzilaram o ex-presidiário Lucivando de Queiroz, o ‘Bodó’, na tarde de sábado de Carnaval último. ‘Bodó’ foi eliminado, com vários tiros à queima-roupa, por dois homens em uma moto, na Rua Justiniano de Serpa, bairro Farias Brito (Zona Central). O motivo do assassinato seria um ‘acerto de contas’ .

O sargento teve prisão temporária decretada, há duas semanas, mas continua desaparecido. O escritório de sua empresa de segurança foi alvo de uma ação policial na semana passada, quando a Justiça despachou um mandado de busca e apreensão para apreender vários objetos e documentos no local, material que seria evidências de crime atribuídos ao militar foragido.

Dos cinco inquéritos que a força-tarefa da Polícia Civil trabalhava, três deles já estão na Justiça e viraram processos. São os que apuram a morte da adolescente Ana Bruna de Queiroz Braga; do comerciante Francisco Válter Portela, e ainda, do ex-presidiário Altamir Júnior Rodrigues Alves. Estão sob investigação as mortes de Lucivando de Queiroz, o ‘Bodó’, e do ex-PM Ademir Mendes de Queiroz.

Depoimento

O comerciante João Batista Portela, que foi preso, na última sexta-feira, em Teresina (PI), deverá depor ainda hoje. Ele está detido em um local não revelado pela Polícia Civil. João Batista é acusado de ter mandado matar seu próprio irmão, Francisco Válter Portela, por conta de uma dívida de R$ 150 mil.

Hoje, os delegados que compõem a força-tarefa, Jairo Pequeno (coordenador), Andrade Júnior e Franco Júnior, se reunirão para traçar a linha de trabalho que será seguida esta semana. Por ordem do secretário da Segurança Pública, Roberto Monteiro, os delegados estão impedidos de se manifestar, na Imprensa, sobre o andamento das investigações. O trabalho da força-tarefa poderá ter novos desdobramentos.