Cearense lutou 20 anos em busca de justiça

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Foto: Arquivo
O batismo da lei com o nome da bioquímica cearense Maria da Penha é uma homenagem a uma militante dos direitos das mulheres. Ela lutou 20 anos para ver o ex-marido, o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, condenado. Por duas vezes, no ano de 83, Penha foi vítima de atentados. O primeiro, com arma de fogo, atingiu a medula, deixou-a paraplégica. E depois por choque e afogamento.

O fato foi parar na Comissão Interamericana de Direitos Humanos que responsabilizou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Somente em 2003, o ex-marido de Penha foi preso e ficou apenas dois anos na cadeia.

LUTA - No dia 3 de dezembro de 1991, Heredia foi levado a julgamento pela primeira vez. A sessão durou 21 horas e somente no dia seguinte a Justiça deu seu veredito: o réu foi condenado a 10 anos de cadeia sob a acusação de tentativa de homicídio, por ele ter forjado uma história de assalto na residência do casal, ocasião em que baleou a esposa, deixando-a paralítica. O crime aconteceu no dia 29 de maio de 1983.

A defesa do acusado recorreu e ele permaneceu em liberdade. A Justiça anulou o julgamento em maio de 1992 e mandou o réu a novo Júri. Isto acabou acontecendo no dia 14 de de março de 1996 e, mais uma vez, Heredia foi considerado culpado. A pena foi a mesma. Mas, pela segunda vez, a Justiça aceitou o recurso da defesa e manteve o acusado livre.