Cabo e soldado da PMCE são expulsos por envolvimento no motim no Estado do Ceará

Conforme a CGD, os acusados estavam de folga e foram fardados até o 18º Batalhão para aderir o movimento

Escrito por Emanoela Campelo de Melo, emanoela.campelo@svm.com.br

Segurança
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Legenda: A CGD afirma que os policiais foram ao 18º BPM fardados e aderiram ao movimento
Foto: José Leomar

Mais dois policiais militares foram expulsos da Corporação por participarem do motim ocorrido no Ceará no ano de 2020. Nessa quarta-feira (2), a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) informou sobre a expulsão do cabo Alexandre de Castro Lima e do soldado Allysson Moreira Cajazeiras. Com esta decisão, já são dez PMs excluídos dos quadros da PMCE devido ao último movimento.

Conforme publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), os policiais se amotinaram no quartel do 18º Batalhão, localizado no bairro Antônio Bezerra. Vídeos onde os militares apareciam foram anexados à investigação. Consta nos autos que os policiais foram ao equipamento no dia que estavam de folga, fardados, e aderiram ao motim.

Nos dias seguintes, quando eles deveriam ter comparecido ao serviço, teriam apresentado atestado médico e só se reapresentaram à unidade de origem após o término do motim. Os policiais negaram ter comparecido ao 18º BPM. 

“EU NÃO VOU EMBORA, EU NÃO VOU EMBORA”

De acordo com a Controladoria, nas imagens analisadas pelo Conselho de Disciplina o cabo e o soldado demonstraram afronta à disciplina militar e podem ainda ter instigado outros policiais a atuarem com desobediência.

A dupla teria permanecido no quartel aos gritos de "eu não vou embora, eu não vou embora" o que para o conselho "denota suas participações a um inequívoco ritual de adesão (cooperação) ao movimento paredista".

O relatório final pontua que os policiais são culpados das acusações e estão incapacitados de permanecerem no serviço ativo da PMCE.

A CGD informa que pelo menos outros 350 policiais foram identificados por participarem no motim e permanecem respondendo a processos administrativos disciplinares. "Além disso, existem investigações em curso que podem resultar em novos processos disciplinares", diz a Controladoria.

 

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