Advogado e mais 3 pessoas do mesmo grupo de 'Majestade' são presos em Fortaleza

Além dos quatro, a Polícia Civil ainda apreendeu 11 armas de fogo e munições de posse da organização

Escrito por Carol Melo, carolina.melo@svm.com.br

Segurança
Francisca Valeska Pereira Monteiro
Legenda: Os agentes cearenses percorreram mais de 4 mil quilômetros para capturar a mulher, que estava no Rio Grande do Sul
Foto: reprodução/redes sociais

A Polícia Civil prendeu três pessoas, nesta terça-feira (15), em Fortaleza, suspeitas de armazenar e realizar a manutenção de armas e munições usadas pela organização criminosa em que Valeska Pereira Monteiro, a 'Majestade', fazia parte. Além do trio, também foi capturado um advogado investigado por repassar informações dos chefes do grupo, que estão presos, para membros em liberdade. 

Durante as diligências dos agentes de segurança para cumprir os mandados de prisão foram apreendidas 11 armas de fogo, munições, centenas de projéteis e diversos utensílios para manutenção e fabricação de armas de fogo.

Segundo a Corporação, os investigadores chegaram até os nomes dos quatro em um desdobramento da prisão da mulher de 27 anos, realizada em agosto de 2021 na cidade de Gramado, Rio Grande do Sul. Ela é acusada de ser responsável por controlar as finanças da facção criminosa.

Redução do poder de fogo

Os objetos apreendidos, segundo o delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Ceará (Draco), Kléver Farias, estavam na residência de um casal de suspeitos, localizada no bairro São Bento, na Capital. Os dois, que não tiveram os nomes divulgados, seriam responsáveis por armazenar parte do arsenal do grupo criminoso. Kléver Farias acredita que a apreensão causará danos na organização

"É um duro golpe nesse grupo criminoso. Todo o material apreendido vai dar um baque nele, no sentido de reduzir o armamento que poderiam ser utilizados naquela regional", disse o delegado, que explicou que a facção tem atuação principalmente em Messejana. 

Além de cumprir os mandados de prisão, o homem e a mulher também devem ser indiciados por posse ilegal de armas. Conforme o delegado, as investigações do caso continuam, principalmente com o intuito de identificar a origem do arsenal

O terceiro capturado é um homem, que também não teve a identidade revelada, considerado o "armeiro" — profissional que repara, modifica, projeta e fabrica armas — do mesmo grupo de Majestade.

Mensagens dos chefes da facção presos

Já o advogado, também preso pela Polícia Civil, é suspeito de utilizar as visitas profissionais aos clientes detidos em penitenciárias, e que integrariam a chefia da facção, para repassar recados dos detentos aos membros do grupo que estão livres.  

Na ocasião, Farias frisou que a Polícia Civil não persegue a categoria de profissionais. Ele ainda explicou que, no entendimento da investigação, o homem, que não teve o nome divulgado, não estava exercendo o papel de jurista, e sim de membro da organização criminosa.  

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