Decisão do TRE-CE sobre federação tem implicações imediatas para base e oposição
Ao mesmo tempo que confirma chapa de Ciro, definição abre espaço para fechamento da composição de Elmano
O TRE-CE encerrou, nesta terça-feira (4), a disputa que se arrastava desde o início do ano dentro da União Progressista. Ao rejeitar a ação que pedia a anulação da convenção da federação, a Corte confirmou a tese mais óbvia e, ainda assim, contestada: quem tem a palavra final sobre alianças majoritárias é a federação, não os partidos que a compõem.
Essa decisão, entretanto, traz efeitos imediatos tanto para a oposição como para a base governista neste último dia de prazo para as convenções partidárias.
Quem ganhou o cabo de guerra
Capitão Wagner (União Brasil) e o grupo alinhado a Ciro Gomes venceram a queda de braço interna com a ala governista da federação. A vitória é simbólica, mas chega acompanhada de peso político para a chapa.
Após o entendimento da Corte Eleitoral, Ciro Gomes tem a confirmação de sua coligação com PSDB-Cidadania, PL e União Brasil. Estas últimas siglas, duas das maiores legendas do País, agregam ao nome opositor tempo significativo de propaganda rádio e TV, capilaridade e mais recursos do fundo eleitoral disponível.
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O outro lado da conta
A decisão resolve o problema da oposição, mas abre espaço para a resolução de um impasse do governo.
A chapa governista aguardava essa definição para fechar o próprio desenho. Até aqui, três nomes já foram confirmados: Elmano de Freitas (PT) ao governo, Gabriella Aguiar (PSD) à vice e Cid Gomes (PSB) ao Senado. Falta o segundo nome à disputa pelo Senado, e o tempo está acabando.
Com o resultado no TRE-CE, Moses Rodrigues (União Brasil) fica de fora da equação. Restam na disputa Chagas Vieira (PDT) e Luizianne Lins (Rede).
As opções
O governo entra no último dia do prazo com duas alternativas de perfis bastante distintos. Chagas, filiado ao PDT, é braço direito do senador Camilo Santana e foi chefe da Casa Civil de Elmano. Ainda não foi testado nas urnas, mas assumiu um papel de protagonismo nos últimos anos dentro do grupo.
Luizianne tem identificação histórica com o PT, embora tenha se desfiliado do partido. Já testada nas urnas, ela concentra apoios no campo de esquerda.
As decisões ficaram mesmo para o último dia do prazo.