Cid confirma candidatura, leva Júnior Mano como suplente e destrava negociações
Senador atende pedido de Lula, Elmano e Camilo, leva o aliado para a chapa majoritária e abre espaço para avanço das tratativas governistas.
A confirmação da pré-candidatura de Cid Gomes (PSB) ao Senado põe fim a quase dois meses de especulações e abre espaço para a confirmação da chapa majoritária que terá Elmano de Freitas como candidato a governador.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) e teve como avalista o presidente Lula, que recebeu o senador ao lado de Camilo Santana, do próprio Elmano, do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, e do ex-secretário da Casa Civil, Chagas Vieira.
Além de ser o cabeça da chapa, Cid teve a autonomia de indicar o seu primeiro suplente, que será o deputado federal Júnior Mano. Pivô das divergências às vésperas das definições no grupo governista, o deputado federal superou as desconfianças e conseguiu o que queria: estar na chapa majoritária.
Cid sendo eleito, cenário admitido até pelos adversários, Mano certamente assumirá o cargo em mais de uma oportunidade. O desfecho não surpreende.
Esta Coluna antecipou, ainda no fim de maio, que o senador já havia sinalizado a Elmano a disposição de concorrer, mediante condicionantes. De lá para cá, o roteiro cumpriu suas etapas.
O silêncio momentâneo
Há pouco mais de uma semana, Cid estava incomunicável, recolhido, segundo seus aliados, na serra da Meruoca.
O gesto acendeu sinal de alerta entre aliados, que temiam a repetição de 2022: naquele ano, diante do impasse que levou ao rompimento entre PT e PDT, o senador adotou a mesma postura — e a avaliação, dele próprio e do grupo, é que o afastamento prejudicou a todos. Desta vez, porém, o silêncio precedeu o sim.
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O apelo de Lula
A decisão teve empurrão de Brasília. Segundo relatou o próprio Cid após a reunião desta terça, conforme o jornal Folha de S.Paulo, o presidente Lula (PT) fez apelo pessoal pela candidatura.
A justificativa oficial é a preocupação do Planalto em tentar garantir a eleição de aliados ao Senado em um cenário em que a direita se fortalece nesta disputa. Naturalmente, o pedido presidencial tem peso, mas não foi determinante. A comitiva foi ao Planalto para acordar os compromissos pós-eleição.
O que vem agora
Com a definição, destravam-se as demais tratativas. Os partidos da aliança, que aguardavam o desenho do PSB, podem avançar nas composições majoritárias e proporcionais. PSD e MDB devem ser os próximos na definição.
Até o fim desta semana, acreditam fontes desta Coluna, os entraves devem estar resolvidos.