Informalidade no Ceará atinge 53,8% dos trabalhadores; 5ª maior do País

Em 2019, a taxa média de informalidade no Estado era de 54,9%

Legenda: Trabalhadores domésticos sem carteira somavam 229 mil no Estado no primeiro trimestre de 2020

A taxa de informalidade no Ceará ficou em 53,8% no primeiro trimestre de 2020, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na manhã desta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2019, a taxa média de informalidade no Estado era de 54,9%.

O dado do Ceará representa a quinta maior taxa do Brasil, atrás do Pará (61,4%); Maranhão (61,2%); Amazonas (58,9%) e Piauí, com 58,8%. No Brasil, a informalidade chegou a 39,9%.

A informalidade inclui trabalhadores sem carteira assinada do setor privado e do setor público, trabalhadores domésticos, empregadores sem CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

No Estado, no primeiro trimestre de 2020, segundo o IBGE, 638 mil trabalhadores estavam no setor privado sem carteira e 134 mil estava na mesma situação no setor público (exclusive militar e funcionário público estatutário).

Trabalho doméstico

Os trabalhadores domésticos sem carteira somavam 229 mil, enquanto os empregadores sem CNPJ e os trabalhadores por conta própria sem CNPJ somavam 44 mil e 932 mil, respectivamente. Os trabalhadores familiares auxiliares contabilizavam 99 mil.