Egídio Serpa: Ceará mudará seus incentivos

Mudará a atual política de incentivos fiscais do Governo do Ceará. Esta coluna pode informar que, autorizada pelo governador Camilo Santana, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) já desenha a nova política de incentivos. O objetivo da mudança é reduzir ao mínimo a burocracia existente, facilitando a vida do empreendedor, "que precisa ser visto e tratado como alguém a merecer confiança, e não o contrário", como tem explicado nos auditórios empresariais o titular da Sedet, Maia Júnior.

ALGODÃO

Grandes empresários cearenses da indústria e da agropecuária acompanham o esforço do Governo estadual e de pequenos produtores do Sertão Central pela recuperação da cotonicultura do Ceará. Está sendo colhida a safra algodoeira deste ano, que é maior do que a de 2018. "Mas a produtividade é muito baixa", como disse à coluna uma fonte diretamente ligada ao Palácio da Abolição. Um calejado empresário da agricultura cearense resumiu assim sua opinião: "A cotonicultura e a cajucultura, para serem viáveis no Ceará, precisarão de altos investimentos. O Governo não tem esse dinheiro, muito menos os produtores".

EM DUBAI

Edson Brok, sócio e diretor da Nordeste Tropical, que produz banana nanica na Chapada do Apodi, está em Dubai, nos Emirados Árabes. Integra um time da Abrafrutas que promove as frutas brasileiras no mercado internacional. O Oriente Médio - Irã, Egito, Jordânia e Marrocos no meio - é um mercado que se abre para os melões e bananas nordestinos. A Nordeste Tropical exporta toda sua produção para a Europa.

MERCOSUL

Parte do Leste e do Sudeste do Ceará - Aracati e Icapuí no incluídos - são consideradas áreas livres da mosca azul. Isto significa que - se houver água, antes de tudo - a fruticultura e a pecuária leiteira cearenses serão beneficiadas pelo acordo Mercosul-UE. Repita-se: desde que haja oferta de água para a irrigação. Por falta dela, uma grande produtora de melão e melancia mudou-se do Canal do Trabalhador para o Piauí e a Bahia. O Projeto São Francisco é vital.

DNOCS

Mesmo com o forte contingenciamento de seus recursos orçamentários, é o Dnocs que está garantindo o dinheiro para a recuperação do trecho de 50 metros da adutora que liga a barragem de Pedrinhas, em Limoeiro do Norte, à Chapada do Apodi. Ela rompeu há 10 dias, mas ficará pronta em mais uma semana.

Um circo

No grande circo em que se transformou a discussão da reforma da Previdência, o que está claro é a força política das corporações que dominam o serviço público. Elas usam o povão como escada de apoio aos seus próprios interesses. Assim, a proposta original da reforma foi currada pela pressão corporativa. Pior: o próprio presidente Jair Bolsonaro deu o mau exemplo, patrocinando e apoiando algumas das mudanças.

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