Criação de emprego beneficia homens

Rio. Homens jovens com ensino superior completo ou incompleto foram os que mais conseguiram ser inseridos no mercado de trabalho até outubro deste ano. É o que mostra a análise feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Do saldo de 302.189 vagas criadas, subtraindo as vagas fechadas, de janeiro a outubro, 82% foram ocupadas por trabalhadores do sexo masculino.

Do total de vagas criadas, 750 mil foram ocupadas por jovens até 24 anos de idade. Já entre os trabalhadores com 50 anos ou mais de idade, houve diminuição de 333.288 postos. Até outubro, foram abertas 116.641 vagas para trabalhadores com nível superior completo e 27.673 para nível superior incompleto.

O estudo aponta que de janeiro a outubro de 2017 o saldo líquido da criação de empregos formais no país, entre admissões e desligamentos, ficou positivo em 302.189 postos de trabalho. O número equivale a um aumento de 0,8% no número de pessoas ocupadas no país, em relação ao período anterior à análise, em dezembro de 2016. De janeiro a outubro do ano passado, houve perda de 730.417 postos de trabalho.

Conforme o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a alta de 0,8% acompanha o ritmo de crescimento da economia do País esperado para este ano. "As projeções eram de 0,8% até a divulgação do PIB e foram revistas para 1%. Como a gente vê que o mercado de trabalho está ganhando velocidade muito lentamente, é bem provável que a gente tenha um aumento, no final de 2017, de aproximadamente 1% também. O que esse número significa? Não é um número espetacular, com certeza não é, mas ele interrompe uma sequência longa de crise no mercado de trabalho, ele consolida a recuperação do mercado de trabalho", afirma.

Concentração

Segundo o economista, a análise mostrou que a recuperação não está concentrada em uma parte do País e ocorre em 20 das 27 unidades da federação. "Esse movimento está se espalhando. A gente olha a Região Sul, a Região Centro-Oeste, o Sudeste, excluindo o Rio de Janeiro, e já parte do Norte e Nordeste também com geração líquida de postos de trabalho. Isso dá para gente uma segurança e uma confiança maior de que o ano de 2018, do ponto de vista do emprego, vai ser melhor do que foi 2017".

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