Atividade econômica do Ceará permance estável na passagem de abril para maio

De acordo com o Banco Central, o Estado apresentou uma leve evolução de 0,12% para o IBCR-CE, que é considerado uma prévia do PIB

Legenda: A alta taxa de desemprego no País, que reduziu a renda das famílias, pode ser uma das explicações para o resultado no Estado, ainda muito dependente do setor de serviços e do comércio
Foto: Foto: José Leomar

A atividade econômica do Ceará permaneceu praticamente estável na passagem de abril para maio deste ano, segundo apontou o Índice de Atividade Econômica Regional do Ceará (IBCR-CE), divulgado nesta terça-feira (16), pelo Banco Central (BC). O estudo apontou que a economia do Estado teve uma leve evolução de 0,12% no mês.

Com o resultado, o Ceará ficou acima da média do Nordeste, que acumulou, com os nove estados, uma retração de 0,47% na mesma base de comparação. O IBC é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Já no acumulado do ano, o Ceará apresentou um crescimento de 2,54%, enquanto que o estudo do Banco Central apontou uma elevação de 0,87% para o Nordeste. 

Segundo Nicolino Trompieri Neto, coordenador de Contas Regionais do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (Ipece), a divulgação do IBC demonstrou que ainda há uma relação direta entre a economia local e a nacional, com o Estado seguindo a movimentação do resto do País. 

Trompieri ainda afirmou que o momento ainda é de estabilidade e certa estagnação, com o mercado ainda esperando os reflexos da aprovação das reformas econômicas anunciadas pelo Governo Federal, considerando a Previdência e o sistema tributário. 

No entanto, os efeitos da atualização de modelos só deverá ser sentida  a partir do fim dos últimos trimestres deste ano. 

"Esse efeito da previdência deve ser apresentado mais no final do ano. Outra iniciativa que ajuda é a reforma tributária, que já está em discussão avançada no Congresso, então são dois elementos que podem ainda ter uma repercussão no final do ano e que pode ter uma efeito também no ano que vem", disse o economista do IPECE.

Trompieri também disse que a economia do Estado ainda é muito dependente do setor de serviços, mais especificamente do comércio, e que a alta taxa de desemprego, ao reduzir a renda das famílias, poderia ser uma das explicações para o resultado pouco expressivo no mês de maio. 


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