Corpo de Bombeiros segue com trabalho de rescaldo em área atingida por incêndio no Parque do Cocó

Agentes estão na unidade fazendo o trabalho de resfriamento após a contenção do fogo

Escrito por Redação, metro@svm.com.br

Metro
incêndio no parque do cocó
Legenda: Bombeiros militares durante resfriamento da área na manhã desta sexta-feira
Foto: Divulgação/CBMCE

As chamas que consumiram a vegetação do Parque do Cocó por cerca de 19 horas já foram contidas, mas o trabalho de resfriamento da área queimada entrou pela madrugada e segue na manhã desta sexta-feira (19). O Corpo de Bombeiros confirmou ao Diário do Nordeste que não há novos focos de incêndio.

O tenente do CBMCE, Fideles Dutra, esclareceu que apenas fumaça e cinzas ainda podem ser vistas na unidade de conservação, alvo de um incêndio criminoso dentro de um polígono de 20 hectares.

"Não temos nenhum foco de incêndio no Parque do Cocó. O que existe é fumaça sensivelmente inferior à fumaça de ontem", frisou. 

Imagens gravadas durante o trabalho de rescaldo mostram uma extensa área de vegetação consumida pelo fogo. Dutra explicou que a fumaça vista nos registros "são as cinzas suspensas por conta do vento". 

Ao todo, 10 viaturas operacionais e outras três administrativas, além de bombas costais estão sendo usadas por 40 bombeiros para resfriar a área com fumaça. Uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) irá sobrevoar a unidade para delimitar o espaço onde as equipes devem atuar.

Segundo o capitão de Operações do CBMCE, Gadelha, a estratégia é evitar o retorno dos focos de incêndio já controlados.

"Nesse momento, estamos sem nenhum foco com chamas, apenas muita fumaça e chegando onde tem essa fumaça para ir resfriando para evitar que tenha reignição com a chegada da temperatura, do sol, muito vento".

Uma das faixas da Avenida Murilo Borges continua bloqueada pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), porém o trânsito flui nos dois sentidos. 

Fogo

Os bombeiros localizaram inicialmente 12 focos de incêndio. Os primeiros foram vistos nas proximidades da Avenida Raul Barbosa, no Lagamar. Todos eles foram debelados às 14h dessa quinta-feira (18).

Os brigadistas foram até pontos estratégicos do incêndio para montar um cinturão ou aceiro, uma técnica que retira o combustível natural do fogo, limpa o capim seco e deixa uma área em terra batida. A velocidade do fogo, assim, é cortada devido às correntes de ar da região.

O CMBCE teve apoio Ciopaer, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS); e de brigadistas florestais da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

Investigação

Segundo o titular da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Artur Bruno, as causas do incêndio serão apuradas pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

“Quando terminar o combate hoje, a equipe do corpo de bombeiros da nossa secretaria fará uma avaliação para ver quantos hectares foram queimados e as possíveis causas. Podem ser várias. Então, não podemos afirmar nada agora", disse em entrevista na quinta-feira.

No entanto, o tenente Loreto, do Corpo de Bombeiros, afirmou que “com certeza foi criminoso, foi intencional”.  O sentido do vento e a forma como as chamas seguiram pela mata permitiram que os 12 pontos de origem do fogo ficassem bem delimitados. No momento mais crítico, a linha de fogo atingiu 872 metros de extensão.