Cliente denuncia sumiço de encomenda ao utilizar serviço de aplicativo de transporte

A reclamação para o aplicativo foi realizada ainda durante a noite de Natal (25)

Legenda: Apesar de ter seguido os protocolos de ajuda do aplicativo de transporte, cliente também enviará reclamação formal para e-mail da empresa
Foto: Arquivo pessoal

A entrega de um presente de Natal se tornou um problema para a economista Márcia Barros, 50, que havia encomendado três panetones e uma caixa de trufas para dar a familiares. Próximo das 18h de sexta-feira (25), solicitou a entrega por um aplicativo de transporte. Queria receber a encomenda em casa. No entanto, segundo a cliente, o motorista não chegou ao endereço dela.

Devido à situação, Márcia afirmou que entrará com um processo contra a empresa. Procurada, a Uber informou que está viabilizando o retorno dos objetos.

Por enquanto, Márcia tenta resolver a situação com o próprio aplicativo. “Meu marido enviou a reclamação ainda no dia 25, mas até agora não deram retorno”, aponta. Foram R$ 72 para a encomenda de doces, além de quase R$ 8 para a viagem do carro. 

“Quero o dinheiro dos meus panetones e ter o recibo para anexar no processo”, afirma.

Em nota, a Uber informou que "está em contato com a usuária e o motorista parceiro para viabilizar o retorno dos objetos. Ao chegar no local da entrega, o destinatário da encomenda não foi encontrado e, por isso, o motorista acionou o suporte da empresa para informar o ocorrido". A cliente, porém, reforça que estava no endereço indicado no aplicativo.

Legenda: Ao todo, foram encomendados três panetones e uma caixa de trufas
Foto: Arquivo pessoal

Incômodo

A entrega de Márcia foi enviada pela confeiteira Maria Oliveira, 57, que começou a utilizar o serviço para facilitar a entrega de bolos, panetones e outros doces. “Entreguei muitos bolos assim e nunca tive problema”, compartilha. Apesar de já ter recebido alguns avisos de que o produto amassou durante a viagem, foi a primeira vez que acompanhou uma cliente denunciar um 'sumiço'.

“Fiquei chateada, não quis receber o dinheiro... Bamos esperar como se resolve. O maior transtorno foi esse, estragou a noite”, aponta. 

Para Márcia, o diálogo ainda é possível caso a empresa envie algum retorno até o dia em que ela procurar o Juizado Especial Cível e Criminal. “Quem é que vai me ressarcir do olhar das crianças (que esperavam os doces)? Quem vai me ressarcir desse constrangimento?”, questiona.

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