Casos de infecção confirmados pela nova cepa de Manaus podem subir para 19 no Ceará

O titular da secretaria da Saúde, Dr. Cabeto, informou que estão sendo investigados mais 16 casos da variante. Estado tem três pacientes com a mutação oriunda do Amazonas

Dr. Cabeto
Legenda: O cenário exige da população o cumprimento dos protocolos sanitários, afirmou Dr. Cabeto.
Foto: reprodução

Com a transmissão comunitária da cepa de Manaus, o Ceará tem mais 16 casos prováveis de Covid-19 a partir da nova mutação, segundo alertou o secretário estadual da Saúde, Dr. Cabeto, na manhã desta segunda-feira (1º). O número de infectados, porém, poderá subir para 19 a partir dos resultados das análises realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Essa cepa, essa mutação que tanto se fala, que pode prejudicar a vacinação, que pode aumentar o nível de contágio, tem sido monitorada no Ceará. Nós já temos algumas confirmadas, três; 16 praticamente confirmadas e 240 monitoradas", citou Dr. Cabeto.

Atualmente, o Ceará tem confirmados três pacientes com a nova variante do coronavírus oriunda da Capital do Amazonas, e investiga outras 13 mortes.

Internações

Em crescimento, a curva epidemiológica de casos e mortes tem refletido na demanda por internação hospitalar. O titular da Sesa pontuou que na madrugada do último sábado (27), "quase 50 pacientes" com Covid-19 foram transferidos de Unidades de Pronto Atendimento (Upas) para leitos exclusivos em outros equipamentos.

"O fim de semana foi muito duro. Nós tivemos um grande número de pacientes nas Upas para transferir para nossas unidades. O número não para de crescer, número de pacientes atendidos nas Upas é cada vez maior, na atenção básica, isso força o sistema, tanto público quanto privado", atesta.

O cenário exige da população o cumprimento dos protocolos sanitários, diz Dr. Cabeto. "Nós precisamos, mais uma vez, da ajuda e colaboração de todos". 

Por outro lado, o secretário avalia que os cuidados têm tido maior adesão. "A grande maioria entendeu que ter capacidade para atender, reconhecer o momento crítico para usar a medicação adequada, é a saída além de não se contaminar". 

 

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