Seis são denunciados pela morte de João Alberto em Porto Alegre

João Alberto Silveira Freitas foi morto após ser espancado no supermercado Carrefour Passo D'Areia, em Porto Alegre

João Alberto Silveira Freitas foi assassinado no hipermercado Carrefour
Legenda: João Alberto Silveira Freitas foi assassinado no hipermercado Carrefour
Foto: Reprodução redes sociais

Seis pessoas foram denunciadas, nesta quinta-feira (17), pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), pela morte de João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro que foi morto após ser espancado no supermercado Carrefour Passo D'Areia, em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra. 

De acordo com o órgão, as seis pessoas vão responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). 

"Um homicídio triplamente qualificado, além da torpeza ligada ao preconceito racial, nós temos o uso do meio cruel que seria asfixia, além da agressão brutal e desnecessária, junto ao final com o recurso que dificultou a defesa, exatamente por essa superioridade numérica, sempre há impossibilidade de resistência da vítima, que vai a óbito após cinco minutos de manejo cruel por parte de seus agressores", explicou o promotor André Martinez. 

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O MP-RS afirmou ainda que instaurou três inquéritos civis: danos coletivos, direitos humanos e patrimônio público. 

"Somatório que, unido, somou nessa tragédia. Despreparo dos agentes de segurança, desprezo e desprestígio daquelas pessoas. Por isso, essa discussão fundamental do racismo estrutural. As pessoas esperam que, quando tenha racismo, as pessoas digam: 'estou te matando porque tu és negro'", disse o subprocurador para Assuntos Institucionais do MP-RS, Marcelo Dornelles. 

MP quer manter presos os denunciados

O MP pediu que os denunciados continuem presos enquanto responderem ao processo e solicitou à Justiça a preventiva de Paulo, Kleiton e Rafael.

"Apenas a um não se imputa o quadro de agressão física. Fora a ré mulher, os outros quatro participam em agressão física, contribuem para o evento morte da vítima", disse o promotor. 

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