Homem estupra filha sob efeito de remédios e jovem descobre por mensagens

Segundo a vítima, o pai enviou para ela mensagens e áudios mencionando o episódio.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:26)
Uma mão estendida em primeiro plano faz um gesto de
Legenda: Caso ocorreu em fevereiro e foi denunciado às autoridades em março.
Foto: Tinnakorn jorruang / Shutterstock.

Um homem teve a prisão decretada pela justiça, na quinta-feira (26), por confessar estupro da filha de 26 anos em mensagens com teor sexual enviadas para a jovem.

O caso ocorreu em fevereiro no município de Araruama, no Rio de Janeiro, e foi denunciado às autoridades. No último dia 18, ele foi indiciado pela polícia.

Segundo o relato da vítima, ela estava com o pai em um depósito de um primo e havia misturado remédios para depressão com bebidas alcoólicas. O homem foi embora antes e, depois, ela retornou para a casa que dividia com ele.

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Jovem ficou inconsciente

Na denúncia, a jovem afirmou que lembra de ter tomado banho e ter sido abordada pelo pai enquanto ela estava apenas de toalha. Ela ainda disse que ele tentou beijá-la e falado para ela beber mais.

Ela o empurrou algumas vezes e disse que iria dormir. Depois disso, segundo o relato, ela não lembra de mais nada da noite e ficou inconsciente. No dia seguinte, procurou a mãe e dividiu a impressão de que algo poderia ter ocorrido.

Na residência, ela permaneceu no quarto para ficar isolada do pai, que a procurava com frequência e chegou a perguntar se ela lembrava de alguma coisa. 

Recebimento de mensagens sexuais comprovou o crime

Em 15 de março, quando a vítima estava na casa de uma tia, ela começou a receber mensagens de texto e áudio enviadas pelo pai. Na ocasião, foi a tia que ouviu o conteúdo enviado por ele.

Nas falas, o homem mencionava o episódio e fazia declarações com teor sexual, chegando a perguntar para a filha quanto dinheiro ela queria para ficar com ele e afirmar que não conseguia dormir pensando nela. 

Após o recebimento dos áudios, a vítima foi com a mãe para registrar o caso na delegacia de Araruama portando as provas. Um exame de corpo de delito foi realizado e a Polícia Civil solicitou medidas protetivas como a proibição de aproximação do acusado com a vítima.

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