Alexandre Nardoni abre MEI para trabalhar na construtora do pai em SP

O condenado deve trabalhar como promotor de vendas e receber um salário mensal de R$ 2,5 mil

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Redação producaodiario@svm.com.br
Alexandre Nardoni no momento em que foi preso
Legenda: Alexandre Nardoni foi preso pelo assassinato da própria filha, Isabella, em 2008
Foto: Reprodução

Alexandre Nardoni, condenado a 30 anos de prisão pela morte da filha, Isabella, em 2008, mas solto após migrar para o regime aberto, declarou à Justiça ter uma "ocupação profissional". Ele abriu, nessa quinta-feira (6), uma Micro Empresa Individual (MEI) que tem como atividade principal a "promoção de vendas". Informações são do g1.

A comprovação de uma ocupação lícita era exigência da Justiça para que Nardoni pudesse cumprir o restante da pena fora da prisão.

Segundo o g1, o condenado também apresentou um contrato firmado com a empresa do próprio pai, sediada em Santana, na zona norte de São Paulo. No documento, ele detalhou que irá trabalhar como promotor de vendas de apartamentos novos e usados e irá supervisionar e acompanhar obras novas ou já concluídas pela construtora.

O trabalho deve ser de segunda-feira a quinta-feira, de 8 horas às 18h, e sexta-feira, de 8h às 17h. Já o salário de Nardoni deve ser de R$ 2,5 mil ao mês.

Veja também

Regime aberto

Alexandre Nardoni migrou para o regime aberto no último 6 de maio. Dentre as condições dadas pela Justiça para a soltura, estão, segundo o g1:

  • Comparecer a cada três meses à Vara de Execuções Criminais competente ou à Central de Atenção ao Egresso e Família;
  • Obter ocupação lícita em até 90 dias, devendo comprová-la;
  • Permanecer em casa entre 20h e 6h;
  • Não mudar da comarca sem prévia autorização do juízo;
  • Não mudar de residência sem comunicar o juízo;
  • Não frequentar casas de jogo, bares e outros locais considerados "incompatíveis" com o benefício do regime aberto.

O crime

Alexandre Nardoni foi preso pelo assassinato de Isabella Nardoni, sua filha. A menina foi morta após ser jogada pelo próprio pai e pela madrasta da janela de um apartamento em São Paulo. O crime aconteceu em março de 2008 e gerou grande repercussão nacional.