Manifestantes pedem renúncia de Musk em protestos em frente a filiais da Tesla nos EUA e Europa
Protestos criticam os cortes promovidos por ele no comando do Departamento de Eficiência Governamental do governo estadunidense
Manifestantes contrários a Elon Musk no comando do Departamento de Eficiência Governamental nos Estados Unidos realizaram centenas de protestos ao redor do mundo no chamado "dia global da ação". Os atos foram feitos em frente às instalações da Tesla nos EUA e na Europa nesse sábado (29).
Os manifestantes são críticos às demissões, redução de gastos e diminuição das regulamentações feitas por Elon Musk desde o início do governo de Donald Trump.
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Apenas nos Estados Unidos, foram mais de 200 protestos realizados. Um dos maiores reuniu entre 500 e 1000 pessoas em frente a filial de Manhattan, informou a AFP. "Elon Musk precisa ir embora", foi um dos gritos entoados pela multidão.
No bairro de Georgetown, em Washington DC, mais de 100 pessoas para uma "Tesla Takedown Dance Party", na qual dançavam ao som de música disco e empunhavam cartazes, informa a CNN.
A campanha pede o boicote a uma das principais empresas do homem mais rico do mundo, pedindo que as pessoas vendam os veículos e ações da Tesla.
Também foram registradas manifestações nos estados de Flórida, Massachusetts e Califórnia, bem como em cidades europeias como Londres, Berlim e Paris. A maioria dos protestos foram convocados pelo grupo ambientalista Planet Over Profit ("O planeta à frente do lucro", em tradução livre).
Questionada sobre os protestos, a Tesla não respondeu de imediato, informou a AFP.
Pressão não tem resultado
Há semanas, vem crescendo ações de vandalismo e protesto contra a Tesla como forma de demonstrar insatisfação com o comando de Musk no Departamento de Eficiência Governamental.
Contudo, a pressão não tem surtido o efeito esperado pelos manifestantes.
Musk continua com os esforços para fechar o remodelar as agências federais dos EUA. Na última segunda-feira (24), por exemplo, ele tentou fechar o Instituto da Paz dos Estados Unidos, agência independente sem fins lucrativos.
Ainda em março, o departamento também estabeleceu o corte de 20% da equipe do Internal Revenue Service, serviço de receita dos EUA.
Tanto o diretor do FBI, Kash Patel, quanto a procuradora-geral, Pam Bondi, se referiram aos atos violentos contra a Tesla como "terrorismo doméstico". O FBI criou uma força-tarefa com a intenção de "reprimir ataques violentos à Tesla".
Um homem de 36 anos chegou a ser preso na semana passada suspeito de incendiar e atirar com um fuzil semiautomático contra cinco veículos Tesla em Las Vegas.
O FBI informou que ocorreram incidentes, como pichações e incêndios criminosos, em pelo menos 9 países neste final de semana, que teriam ocorrido a noite e "conduzidos por infratores solitários".
Os organizadores do Tesla Takedown reforçaram que as manifestações contra Musk deve prosseguir não violentas, segundo a CNN.
"Eu me preocupo que estejamos confundindo um monte de atos aleatórios de violência com o que é uma tentativa muito séria de muitas pessoas que realmente não passaram muito tempo nas ruas protestando, mas se sentem chamadas a agir agora", disse Joan Donovan, uma das organizadoras dos eventos nos EUA.