Maduro foi monitorado por fonte da CIA infiltrada no governo venezuelano

Agência de espionagem dos EUA tinha agentes na Venezuela desde agosto, segundo o The New York Times.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Em uma sala com cortinas escuras e equipamentos de tecnologia, o secretário de defesa dos EUA Pete Hegseth (em pé, à esquerda), o diretor da CIA John Ratcliffe (em pé, no meio) e o presidente Donald Trump (sentado, à direita) acompanham operação de captura de Nicolás Maduro. O ambiente conta com laptops sobre a mesa e outros assessores ao fundo, compondo uma cena de monitoramento estratégico.
Legenda: O secretário de defesa dos EUA Pete Hegseth (em pé, à esquerda), o diretor da CIA John Ratcliffe (em pé, no meio) e o presidente Donald Trump (sentado, à direita) acompanham operação de captura de Nicolás Maduro.
Foto: Reprodução / Truth.

A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) teria uma fonte infiltrada no governo venezuelano desde agosto para coletar informações e monitorar os movimentos do presidente Nicolás Maduro, segundo apuração do The New York Times.

A atuação foi central para rastrear o líder da Venezuela nos dias que antecederam a captura dele e da primeira-dama do País, ocorrida neste sábado (3) após ataques dos EUA à capital Caracas.

Além dessa fonte, a CIA se valeu também de um grupo de agentes que atuavam em solo em vigilância constante e de drones furtivos para monitorar o paradeiro de Maduro.

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Apesar das informações obtidas pelo jornal estadunidense, ainda não há detalhes sobre o recrutamento da fonte venezuelana infiltrada.

O governo americano já havia anunciado anteriormente uma recompensa de U$ 50 milhões para quem tivesse informações que pudessem levar à captura de Maduro. Em 2025, o diretor da CIA John Ratcliffe havia afirmado que a agência se tornaria “mais agressiva”.

O próprio presidente Donald Trump já havia autorizado a CIA e outras instituições do governo a tomarem medidas de maior força desde que a ofensiva militar americana foi iniciada na Venezuela.

Em agosto de 2025, por exemplo, os Estados Unidos mobilizaram mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para águas da América Latina e do Caribe em uma ação anunciada como de “combate aos cartéis de drogas”.