Israel retoma uso de máscara em locais fechados após aumento de casos de Covid-19

O anúncio acontece dez dias após o uso do equipamento deixar de ser obrigatório no país

Pessoas usando máscara em parada de ônibus em Israel
Legenda: Mais de cinco milhões dos 9,3 milhões de israelenses (55% da população) receberam duas doses da vacina anticovid
Foto: AFP

O governo de Israel anunciou, nesta sexta-feira (25), o retorno da obrigatoriedade do uso de máscara em locais públicos fechados, após um aumento do número de casos da Covid-19. O país possui mais da metade da população completamente vacinada.

"Diante do aumento dos contágios, o ministério da Saúde anunciou que a partir de meio-dia de hoje (sexta-feira), a máscara será obrigatória em todos os locais fechados, exceto nas residências", afirma um comunicado.

Também recomenda aos israelenses o uso de máscara em grandes concentrações ao ar livre.

O anúncio acontece dez dias após o uso de máscaras em locais fechados deixar de ser obrigatório no país.

Na quarta-feira (23), o primeiro-ministro Naftali Bennett advertiu que se o país registrasse mais de 100 novos casos diários de contágio pelo novo coronavírus durante uma semana, o governo retomaria a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Desde segunda-feira (21), as autoridades de saúde registram a cada dia mais de 100 novos casos no território israelense. Somente na quinta-feira (24), 227 novos contágios foram identificados pelas autoridades de saúde, segundo os últimos dados disponíveis.

Israel anunciou na quarta-feira o adiamento da reabertura de seu território aos turistas "devido a preocupações sobre a possível propagação da variante Delta".

No pior momento da pandemia, em janeiro, o país registrava quase 10.000 casos diários, antes da grande campanha de vacinação que permitiu reduzir o número de contaminações.

Mais de cinco milhões dos 9,3 milhões de israelenses (55% da população) receberam duas doses da vacina anticovid. Desde o início da pandemia, Israel registra o balanço de mais de 840.000 contágios e 6.428 mortes por Covid-19.

Variante delta 

Na terça-feira (22), o primeiro-ministro israelense alertou que o país pode enfrentar uma nova onda de coronavírus devido ao aumento do número de doentes, causado pela chegada da variante Delta. 

As autoridades detectaram 125 novos casos na segunda-feira, um aumento considerável após semanas em que as infecções diárias se restringiam a um punhado de pessoas.

“Decidimos reagir como se estivéssemos enfrentando uma nova onda” do vírus, disse Naftali Bennett, em visita ao aeroporto internacional de Tel Aviv.

O número de mortes por Covid-19 permanece em níveis mínimos no país. Apenas uma morte foi relatada na terça-feira. 

A variante Delta, que apareceu na Índia, é mais contagiosa do que as outras, disse Bennett.

Mais de 1.000 pessoas foram forçadas a ficar em quarentena em Binyamina (ao norte de Tel Aviv) após o retorno de viajantes de Chipre, acrescentou o primeiro-ministro em uma entrevista coletiva. Bennett ainda pediu aos israelenses que não viajem para o exterior. 

As autoridades devem instalar um centro de testagem adicional no aeroporto para garantir que todos os viajantes realizem um teste de PCR na chegada. 

Israel permanece fechado para estrangeiros não residentes, exceto por motivos profissionais ou familiares convincentes.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o mundo