Fronteira do Brasil com Venezuela está 'tranquila' e sendo monitorada, afirma ministro da Defesa
Em entrevista coletiva, Governo também destacou que não há brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela.
O ministro da Defesa do Brasil, José Mucio, afirmou que não há movimentações anormais na fronteira do Brasil com a Venezuela após os ataques dos Estados Unidos ao país sul-americano e a captura do presidente Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (3) e ressaltou que ela seguirá sendo monitorada.
"Já temos um contingente suficiente de homens e equipamentos pra dar tranquilidade. A fronteira está tranquila. Estamos aguardando a entrevista do presidente dos EUA e algumas coisas que vão acontecer durante o dia", comentou.
O ministro ainda afirmou que o Governo aguarda mais informações seguras para saber quais serão os próximos passos, bem como pronunciamentos do presidente dos EUA, Donald Trump.
"Há muita notícia desencontrada, que a Colômbia fechou a fronteira, que abriu a fronteira, que a Venezuela fechou a fronteira com o Brasil, que depois abriu só para brasileiros. Há muito boato e a gente está tentando, até a reunião das 17 horas (que deve ocorrer neste sábado, no Itamaraty), ter uma coisa com mais segurança", completou.
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A declaração foi dada em uma entrevista coletiva que também contou com a participação da Maria Laura da Rocha, ministra interina das Relações Exteriores. Durante sua fala, ela ressaltou que não há, até o momento, brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques.
"O Ministro das Relações Exteriores indicou não haver, até o momento, brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques. Ele informou ainda estar em constante contato com a embaixada do Brasil na Venezuela para acompanhamento da situação interna. Nova reunião está prevista no Itamaraty para o final da tarde de hoje", explicou a ministra interina.
O Governo afirmou ainda que está em contato com o governador de Roraima e que há 2.300 homens das forças de segurança monitorando a fronteira do estado com a Venezuela. Na Amazônia, no total, entre Exército, Marinha e Aeronáutica, há 10 mil homens a postos para manter a fronteira protegida de possíveis ataques.