Consórcio Nordeste deve se reunir para discutir desistência da compra da Sputnik V, diz Rui Costa

Governador da Bahia afirma que, caso a Anvisa e o Ministério da Saúde continuem colocando barreiras, não fará sentido adquirir a vacina russa

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Legenda: Ele destacou que o grupo não fez o pagamento dos imunobiológicos, porque há uma cláusula que condiciona a remuneração com a entrega das doses, juntamente com a autorização da Anvisa
Foto: Reprodução/Redes sociais

O governador da Bahia, Rui Costa, usou as redes sociais nesta terça-feira (3) para dizer que Consórcio Nordeste deve se reunir nesta semana para discutir se continuará a comprar as doses da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19.

O Diário do Nordeste tenta contato com a Casa Civil do Governo do Ceará para saber como a situação deve interferir no Estado.

Rui Costa destacou que o grupo formado pelos nove estados da Região não fez o pagamento dos imunobiológicos, porque há uma cláusula que condiciona a remuneração com a entrega das doses, juntamente com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o chefe do Executivo estadual, caso a Agência Nacional e o Ministério da Saúde continuarem colocando barreiras, não fará sentido adquirir a Sputnik V. "Compramos no primeiro semestre", afirmou.

Faremos uma nova reunião esta semana. Conversei com o presidente do Consórcio Nordeste esta semana para tomar uma decisão, dada os sucessivos obstáculos da Anvisa e a própria declaração do ministro
Rui Costa
Governador da Bahia

Sputnik V

No dia 12 de março deste ano, o Consórcio Nordeste fechou a compra de 37 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, que é feita pelo Instituto Gamaleya. 

No dia 15 de junho, a Anvisa concedeu autorização para a importação excepcional do imunizante pelos estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás.

Em 23 de julho, o Valor Econômico noticiou que o Ministério da Saúde deverá rescindir o contrato para a compra de 10 milhões de doses a vacina russa. Segundo o jornal, a pasta espera concluir análises jurídicas para anunciar a decisão.

 

 


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