Sargento é preso após agredir superior em quartel da PM no Ceará

Vítima relatou desavenças anteriores envolvendo mensagens enviadas pela esposa do autuado.

Escrito por
João Lima Neto joao.lima@svm.com.br
(Atualizado às 11:04)
Sede do 34° Batalhão da PM em Icó (CE), local onde miliatar agrediu superior.
Legenda: Sede do 34° Batalhão da PM em Icó (CE), local onde miliatar agrediu superior.
Foto: Reprodução/Google Maps.

Um 3º sargento da Polícia Militar do Ceará foi preso após agredir fisicamente um superior hierárquico dentro de um quartel da corporação, no município de Icó, no Interior do Estado. O caso ocorreu na manhã da última sexta-feira (15). 

A decisão que homologou a prisão em flagrante e converteu a detenção em prisão preventiva foi assinada nesse domingo (17) pelo juiz plantonista Jandercleison Pinheiro Jucá. 

De acordo com os autos, o policial identificado como Francisco José Pio Júnior, lotado na 2ª Companhia do 34º Batalhão da PM, teria desferido socos no rosto e na boca do subtenente Roberto Pereira Guedes dentro das dependências do quartel, causando sangramento na vítima. 

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Segundo o depoimento do subtenente, ele foi surpreendido pelo sargento quando deixava o quartel após o serviço e não teve possibilidade de reação.

A vítima ainda relatou desavenças anteriores envolvendo mensagens enviadas pela esposa do autuado.

Uma testemunha, identificada como cabo Alessandro Melo dos Santos, afirmou ter presenciado as agressões e confirmou que o militar atingiu o superior com socos no rosto. Conforme o processo, o 1º tenente Gilmá Henrique do Nascimento interveio na ocorrência, recolheu a arma do sargento e deu voz de prisão em flagrante. 

Risco à ordem pública militar

No documento da decisão, obtida pelo Diário do Nordeste, o magistrado destacou que a agressão ocorreu “no interior da unidade militar, durante o serviço e diante de outros policiais militares”, classificando a conduta como uma afronta à hierarquia e à disciplina militar. 

O juiz também considerou que a liberdade do policial poderia comprometer a instrução criminal, já que as testemunhas pertencem à mesma corporação, além de representar risco à ordem pública militar. 

Com isso, a Justiça homologou o auto de prisão em flagrante e determinou a prisão preventiva do sargento, que deverá permanecer recolhido em unidade militar. 

A reportagem entrou em contato com a defesa do PM Francisco José Pio Júnior. Quando houver posicionamento, este texto será atualizado.

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