Mulher é perseguida por membro de facção criminosa em Caucaia e escapa de ser morta porque arma trava; veja vídeo
O suspeito, preso em flagrante, estava em liberdade há apenas 11 dias e utilizava tornozeleira eletrônica
Uma mulher escapou de ser morta porque uma arma de fogo travou, em uma ação criminosa registrada em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no último domingo (16). O autor do crime, apontado como membro da facção carioca Comando Vermelho (CV), foi preso em flagrante. Ele estava em liberdade há apenas 11 dias e utilizava tornozeleira eletrônica.
Conforme documentos obtidos pelo Diário do Nordeste, Francisco Hyarlen de Oliveira Marques, de 21 anos, e um adolescente estariam realizando pichações da facção Comando Vermelho em muros da Rua Consunel, no bairro Potira, quando rivais, pertencentes a outra facção, apareceram no local.
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A dupla, que estava armada, iniciou uma perseguição aos rivais. Uma câmera de segurança da região filmou a ação criminosa. A mulher se desequilibrou e caiu duas vezes. Na segunda queda, Francisco Hyarlen se aproximou e errou um tiro.
Depois, a arma travou e o suspeito não conseguiu mais efetuar nenhum disparo. Ele e o comparsa ainda agrediram e roubaram o celular da jovem, antes de fugirem. Hyarlen foi preso em flagrante, poucas horas depois.
Veja o vídeo:
O juiz Caio Lima Barroso, do 4º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias (Caucaia), converteu a prisão de Francisco Hyarlen de Oliveira Marques em prisão preventiva, em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (17). O magistrado também autorizou o acesso da Polícia aos dados de aparelhos celulares apreendidos na ação policial.
Suspeito estava solto há 11 dias
Na decisão que decretou a prisão preventiva, o juiz Caio Lima Barroso considerou que o suspeito tem "inclinação a reiteração criminosa". Francisco Hyarlen tinha sido preso em flagrante, no dia 9 de janeiro deste ano, por suspeita de roubar uma motocicleta, também no bairro Parque Potira.
Na ocasião, Hyarlen também teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia, no dia seguinte, e foi denunciado por roubo pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), no dia 20 de janeiro.
No dia 4 de fevereiro último, a juíza Thémis Pinheiro Murta Maia, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Caucaia, recebeu a denúncia contra o suspeito, mas decidiu soltá-lo com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica por 90 dias.
"Analisando o crime praticado pelo acusado nestes autos, entendo que embora tenha sido de natureza grave (roubo), há que se considerar que o crime não foi praticado com violência excessiva. O bem subtraído da vítima, foi devidamente restituído. Ademais, o denunciado não possui antecedentes criminais. Logo, não vislumbro a presença dos motivos que autorizariam o decreto de prisão preventiva, posto que a garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal, da ordem econômica e da instrução criminal não se encontram abaladas", justificou a juíza, na decisão.