Jovem acusado de matar desafeto em praça por ciúmes da namorada é condenado a 16 anos de prisão

Vítima foi abordada pelo réu e executada com 11 tiros.

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Redação seguranca@svm.com.br
foto kid forum fachada clovis bevilaqua pessoas andando entrando no predio.
Legenda: O júri aconteceu nessa terça-feira (14).
Foto: Kid Júnior.

O Tribunal do Júri decidiu condenar Antônio Deivid de França Oliveira, o 'Mancha', pela morte de Gabriel Ronald Almeida Rodrigues. O crime aconteceu em praça pública, no bairro Passaré, em Fortaleza. De acordo com a acusação, o réu tinha ciúmes, porque no passado a vítima havia ficado com a atual namorada dele.

Nessa terça-feira (14), Deivid sentou no banco dos réus e foi sentenciado a cumprir 16 anos de prisão pelo crime de homicídio duplamente qualificado. A reportagem apurou que o denunciado confessou o ataque e disse estar arrependido.

O promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE), Walter Pinto Filho, sustentou a acusação em plenário e destacou que "quando um jovem executa outro, de modo covarde, em praça pública e por motivo torpe, nenhuma sentença apaga a dor das famílias, mas a Justiça precisa responder com firmeza".

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A Deivid foi negado o direito de recorrer da sentença em liberdade. A defesa dele recorreu da decisão. Os advogados do réu não foram localizados pelo Diário do Nordeste para comentar a sentença.

11 DISPAROS CONTRA A VÍTIMA

Gabriel Ronald estava em via pública quando Antônio se aproximou dele e começou a conversar. 

Conforme a acusação, 'Mancha' dissimulou suas intenções inicialmente e, em seguida, "agindo de inopino e visando dificultar, se não impossibilitar a defesa da vítima, sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra a vítima".

O jovem foi executado com 11 disparos de arma de fogo, em diversas partes do corpo, como cabeça, braços, peito e pernas. 

O suspeito fugiu do local do crime levando a motocicleta da vítima, "que estava estacionada nas proximidades e com chave na ignição". O veículo foi recuperado em seguida.

Em outubro de 2025, a Justiça decidiu pela pronúncia de Gabriel, ou seja, que ele fosse levado ao Tribunal do Júri e julgado por um conselho de sentença formado por populares. 

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