Desdobramento de investigação da Polícia Civil do CE apreende mais de uma tonelada de drogas no PA

A Operação Guilhotina prendeu 16 suspeitos e apreendeu 633 kg de cocaína e crack, além de R$ 75 mil em espécie, na última terça-feira (16)

A carga de cocaína e pedras de oxi foi encontrada em dois veículos, numa área de mata, no município de Bujaru
Legenda: A carga de cocaína e pedras de oxi foi encontrada em dois veículos, numa área de mata, no município de Bujaru
Foto: Reprodução

Um desdobramento da Operação Guilhotina, realizada pelas polícias Civil do Ceará (PCCE) e do Pará (PCPA), apreendeu mais de uma tonelada de drogas, no município paraense de Bujaru, no último sábado (20).

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a carga de cocaína e pedras de oxi foi encontrada em dois veículos, numa área de mata, e estava acondicionado em mais de mil tabletes. Mais detalhes sobre a apreensão serão divulgados em coletiva de imprensa, na próxima segunda-feira (22).

A Operação Guilhotina prendeu 16 suspeitos e apreendeu 633 kg de cocaína e crack, além de R$ 75 mil em espécie, na última terça-feira (16). Entre os presos estão dois líderes de uma organização criminosa carioca, com atuação no Ceará.

Segundo as investigações, os dois homens - cearenses - se preparavam para se estabelecer no Pará, pois era um Estado considerado "neutro" e onde eles não seriam procurados por crimes cometidos lá.

A investigação foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP), da PCCE, e da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS; além da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Polícia Civil do Pará.

Início das investigações

De acordo com a SSPDS, a guilhotina é a referência de corte para a operação desenvolvida pela Draco, que tem como objetivo tirar de circulação e enfraquecer os criminosos apontados como chefes de uma facção atuante no Ceará. 

As investigações iniciaram em junho de 2020, após circular, em aplicativo de mensagens, informações sobre o domínio de um grupo criminoso em alguns bairros de Fortaleza. Na época, foram realizadas queimas de fogos em comemoração.

Ainda em junho do ano passado, o primeiro suspeito foi preso. Já em outubro, foram presos outros dois suspeitos. Em novembro, cinco outros integrantes do grupo criminoso foram capturados. Em janeiro deste ano, mais dois integrantes foram presos. Com a operação realizada na terça-feira (16), subiu para 25 o número de integrantes do grupo criminoso que se encontra preso.

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