Companheiro de travesti morta a facadas é condenado a 16 anos de prisão

Francisco das Chagas Rodrigues de Souza matou a companheira Flávia e trancou o corpo dentro da casa onde moravam. O cadáver só foi encontrado três dias depois já em avançado estado de decomposição

Legenda: Flávia tinha um salão de beleza no bairro Planalto Ayrton Sena
Foto: Foto: arquivo pessoal

Um ano após assassinar a facadas a travesti Flávia, com quem tinha um relacionamento, o garçom Francisco das Chagas Rodrigues de Souza foi condenado, nesta quarta-feira (30), a 16 anos de prisão em regime fechado. A sentença é do Conselho de Sentença da 3ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. O crime, ocorrido no dia 15 de novembro de 2018 no bairro Ayrton Sena, foi enquadrado como feminicídio.

As investigações do Ministério Público (MP) apontaram que, na noite em que aconteceu o crime, Flávia foi procurar o companheiro em um bar onde ele estava bebendo. De lá, ambos foram para outros dois bares e iniciaram uma discussão que continuou até chegarem em casa. O garçom, então, pegou uma faca e deu 17 golpes na região do tórax da vítima. Após o crime, ele fechou as portas da casa e do salão de beleza que funcionava no local e voltou para o bar, onde continuou a beber. O corpo ficou três dias na casa e só foi retirado depois que vizinhos sentiram o mau cheiro e acionaram a polícia. 

O garçom foi preso no dia 19 de novembro do ano passado e confessou crime. “Ele disse que estava drogado, tinha passado o dia bebendo e não sabe quantas facadas deu”, disse um familiar de Flávia. O parente também afirmou que o suspeito estava escondido na residência de um amigo a duas ruas da casa onde vivia com a vítima.

O laudo de exame cadavérico concluiu "tratar-se de morte real causada por traumatismo torácico penetrante por instrumento perfuro cortante".

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