Advogado é preso suspeito de envolvimento em morte do guarda municipal
O advogado foi detido por força de um mandado de prisão temporária cumprido pela equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa
O advogado Victor Henrique da Silva Ferreira Gomes, que representava o agente da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) José Gonçalves Fonseca, 51, foi preso, nesta quinta-feira (23), suspeito de ter envolvimento no assassinato do guarda, que foi encontrado morto, em um matagal, no bairro Manoel Dias Branco, no último dia 9. O advogado foi detido por força de um mandado de prisão temporária cumprido pela equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Além do mandado de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, em endereços que incluiam a casa e o escritório de Victor. A suposta participação do advogado no caso não foi revelada, mas nos 30 dias que ele ficará preso deverá ser ouvido novamente pelas autoridades para que alguns pontos sejam esclarecidos.
Até o momento não há outros mandados para serem cumpridos. O advogado foi levado para o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP), na Superintendência da Instituição, no Centro, onde será custodiado por 30 dias, como ordenou a Justiça.
Procurado pela reportagem o advogado Leandro Vasques, que representa Victor Gomes, informou que só irá se pronunciar após a obtenção de cópias integrais dos autos do inquérito, mas adiantou que “o inquérito policial ainda não foi encerrado e também tomei conhecimento que a vítima vinha sendo ameaçada por terceiras pessoas, acerca de um negócio envolvendo a aquisição, por parte da vítima, de uma casa que esta embaraçada num processo de inventário”.
Relembre o caso
O guarda municipal desapareceu no dia 6 de março e foi encontrado no dia 9, morto em um matagal. A equipe da Pefoce, que esteve no local informou que não havia marcas visíveis de tiros ou facadas, mas não descartava a hipótese de que o laudo da necropsia fosse conclusivo sobre uma morte violenta.
O agente sumiu quando saiu de casa para ir a uma imobiliária e depois sacar uma alta quantia em dinheiro, para pagar uma casa que ele estava negociando. A namorada da vítima registrou um Boletim de Ocorrência (BO) dizendo que ele tinha sido visto pela última vez quando saía da casa da avó do advogado dele, no bairro de Fátima, para encontrar um corretor de imóveis e um dos herdeiros do imóvel que pretendia comprar.
Conforme depoimentos de testemunhas prestados à Polícia, José Fonseca levava consigo a quantia de R$ 120 mil em espécie. O carro da vítima foi localizado em frente a um condomínio, no Bairro de Fátima, no dia 10.