Acusados de participar de grupo de extermínio são absolvidos

José Ernane de Castro, mais conhecido como 'major Castro', e Augusto César foram julgados pela participação no assassinato de João de Deus Bezerra de Araújo, em agosto de 2001

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:32)

Dois homens acusados de participar de um grupo de extermínio foram absolvidos das acusações de formação de quadrilha e homicídio duplamente qualificado. A decisão é do Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Fortaleza, após julgamento realizado no Fórum Clóvis Beviláqua, na última sexta-feira (5).

José Ernane de Castro Moura, mais conhecido como 'major Castro', e Augusto César Ferreira Matias foram julgados pela participação no assassinato de João de Deus Bezerra de Araújo. Conforme os autos do processo, o homicídio ocorreu no dia 26 de agosto de 2001, por volta das 20h, na Avenida Antônio Sales, esquina com a Rua Ildefonso Albano. 

Segundo a acusação, Augusto César e o major Castro foram os organizadores e mandantes do assassinato. Além disso, eles estariam ligados a um suposto grupo de extermínio contratado para realizar a segurança das Farmácias Pague Menos na época. 

O autor do único disparo não foi identificado. A vítima não resistiu ao ferimento e faleceu no local. 

Ainda de acordo com o processo, o disparo teria sido efetuado quando João de Deus tentava fugir. Os acusados negaram qualquer participação nos crimes.

Apesar da absolvição neste caso, em específico, ainda deverão ocorrer outros julgamentos sobre crimes relacionados ao grupo de extermínio. 

Relembro o caso

O major José Ernane de Castro Moura seria o chefe do suposto grupo de extermínio, formado por outros PMs, ex-policiais e seguranças particulares, conforme apontou o Ministério Público Federal (MPF). O grupo estaria à frente da segurança da rede de farmárcias Pague Menos, no início da década de 2000. 
 
Os integrantes do suposto esquema são acusados de cometerem diversos assassinatos, tentativas de homicídios e lesões corporai. Somente em 2001, conforme registros do MPF, sete assaltantes teriam sido mortos após terem 'atacado' filiais da rede de farmácias.