"Abafe o caso, não comente com ninguém", teria dito suspeito de matar namorada ao porteiro do prédio

Jamile de Oliveira Correia morreu no dia 31 de agosto, devido a um disparo fatal. Polícia Civil suspeita que o advogado Aldemir Pessoa Júnior seja o autor do tiro

Legenda: Nesta semana, amigos e familiares de Jamile se reuniram em frente ao prédio onde aconteceu o suposto crime, para pedir por "Justiça"
Foto: FOTO: KID JÚNIOR

A morte misteriosa da empresária cearense Jamile de Oliveira Correia continua a repercutir. Informações obtidas pelo Sistema Verdes Mares sobre o que ocorreu na madrugada do dia 30 de agosto de 2019, data em que a mulher foi socorrida baleada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), indicam que Aldemir Pessoa Júnior, advogado suspeito de assassinar a namorada, tentou resguardar o ocorrido.

A reportagem apurou que o porteiro do condomínio de luxo onde o tiro foi disparado teria limpado o hall do prédio, sujo de sangue, a pedido do suspeito. Há informações que o advogado também teria dito ao porteiro que: "abafe o caso, não comente com ninguém". 

A justificativa dada pelo suspeito ao funcionário do local era que seria melhor não comentar com ninguém sobre o suicídio, a fim de proteger o psicológico do filho de Jamile, adolescente de 14 anos. A mulher morreu na manhã do dia 31 de agosto e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Ceará no dia 2 de setembro de 2019, quando as autoridades tomaram conhecimento acerca da morte.

Ainda conforme apurado pelo Sistema Verdes Mares, o namorado e o filho de Jamile ajudaram a socorrer a empresária. O porteiro teria dito que o adolescente "estava desesperado e transtornado", mas o advogado "não aparentava nervoso". Nenhum deles chorava.

A reportagem tentou contato com a defesa de Aldemir Pessoa Júnior, contudo, as ligações telefônicas não foram atendidas.

Liberdade

A Polícia Civil considera que o caso não se tratou de um suicídio, e tem o advogado Aldemir Pessoa Júnior como principal suspeito pelo homicídio. A Polícia pediu à Justiça cearense que Aldemir Pessoa Júnior fosse preso, alegando que solto ele vem atrapalhando a investigação.

Em decisão do juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, o pedido da prisão temporária foi negado. No entendimento do magistrado, as contradições nos depoimentos colhidos não são suficientes para validar a custódia. A defesa do advogado pontua que o caso se tratou de um suicídio, e o suspeito não teve culpa pela morte.
 

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