Simpósio discute casos de OVNIs
O auditório “Democracia Plena”, da Câmara Municipal, sediou o III Simpósio Municipal de Ufologia. Na platéia, que lotou o auditório, destaque para adolescentes de todas as tribos, com suas camisetas pretas de bandas de rock. Fenômeno interessante: quase todos desacompanhados de seus pais, assistindo os debates e palestras por vontade própria, refletindo a curiosidade típica dessa faixa etária. Os extraterrestres habitam o Sertão Central? Para dois jovens aficionados pela ufologia. “Sim! Eles estão entre os cearenses, estão entre os humanos!”, responde, enfático, Gilvan Lima Bezerra, 15 anos.
Rutiele de Alencar, 15, é mais comedida com as palavras, mas compartilha a opinião de seu colega. “Há muitas evidências de contatos com seres inteligentes de outros sistemas solares. Eu acredito que logo haverá uma comunicação direta, via televisão ou Internet”, acredita ela.
Aos poucos, pelas colocações e perguntas da platéia é possível perceber diferentes caldos de cultura contemporânea convergindo para o mesmo e instigante tema: nossos vizinhos galácticos. Esoteristas, céticos, acadêmicos, jovens urbanos ávidos por novidades. Todos estavam lá. Todos à procura da prova cabal, da evidência incontestável que encerrasse de vez a polêmica sobre a existência ou não de extraterrestres e seus discos voadores, e que calasse as opiniões científicas que negam o que é tido como o óbvio para os ufólogos.
O presidente do simpósio, Robson Gomes de Alencar, pesquisador de discos voadores há mais de 20 anos, abre o evento com um esclarecimento. “Pessoal, boa noite! Bem vindos à capital nordestina dos OVNIs! Agora há pouco uma evangélica me perguntou: ‘Deus é um et? E eu respondo a todos vocês: não! Deus é a entidade suprema, os ets são apenas seres mais evoluídos do que nós”. Difícil, neste e em vários momentos do simpósio, não associar a ufologia à fé. Quais são as evidências, garimpadas através da aplicação do método científico, de que nossos irmãos solares estão séculos à nossa frente? As provas são parcas, mas isso na verdade não interessa muito. É preciso crer.
E o evento prossegue. O capitão Wellington, piloto de helicóptero da Polícia Militar, apresenta uma filmagem que realizou na serra de Aquinópolis, distrito de Jaguaribe. A colisão, que deixou uma enorme cratera, é fruto do impacto de um disco voador, afirma, com indubitável certeza, o capitão. Um geólogo pergunta: “foi feita uma prospecção geológica, o que poderia indicar uma colisão provocada por meteoro?” “Não”, responde o capitão, ainda certo de sua conclusão, mesmo tendo sido apontada uma falha em seu método investigativo.
“Os ets estão muito preocupados com os destinos da humanidade. Preocupam-se com as guerras e a destruição do meio ambiente”, afirma Robson. “Estas informações nós conseguimos pesquisando quixadaenses que foram seqüestrados por discos voadores. Nós os hipnotizamos, e eles relembram tudo. Inclusive há um relato de uma menina abduzida por ets de Júpiter,” apesar de não existirem provas científicas da existência de vida em Júpiter, comenta Robson.
Confira imagens de OVNIs produzidas por caças da Força Aérea Mexicana no portal www.verdesmares.com.br.
Fábio Angeoletto
sucursal Quixadá