Regiões de Tauá e Iguatu seguem com índices em alta de Covid-19, mostra boletim da Sesa

Em números absolutos, a região de Crateús teve a maior alta de casos e mortes

Legenda: Boletim semanal traz balanço de casos e óbitos no Ceará
Foto: Helene Santos/SVM

Legenda: Boletim semanal traz balanço de casos e óbitos no Ceará
Foto: Helene Santos/SVM

As Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS) de Tauá e Iguatu seguem entre aquelas com índices em alta da Covid-19, há pelo menos três semanas, segundo dados do boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), divulgado nesta sexta-feira (25). Na ADS de Tauá houve incremento de 200% e 25,6% nos números de óbitos e casos, respectivamente. Já na ADS de Iguatu, os acréscimos foram de 46,2% e 0,9%, respectivamente.  

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A ADS corresponde ao município polo e regiões vizinhas, é uma divisão criada pelo Governo do Estado do Ceará para descentralizar o foco da capital. 

Também registraram incremento nos números de casos as seguintes ADS: Itapipoca (18,3%), Crateús (10,5%) e Icó (7,9%). E nos números de óbitos: Limoeiro do Norte (22,2%), Canindé (14,3%), Russas (10,0%), Tianguá (8,3%) e Crateús (60,0%. 

Comparando com o último boletim da Sesa, divulgado em 18 de setembro, subiram de três para cinco as Áreas Descentralizadas de Saúde com registros em alta da Covid-19. 

Nas outras 17 ADS houve redução nos índices de casos, sendo a maior delas observada em Quixadá, saindo de 838 para 491 casos, um índice de - 41,4%. 

Em números absolutos, a região de Crateús teve a maior alta de casos e mortes, com 150 casos a mais no período de 16 de agosto a 12 de setembro, que corresponde às Semanas Epidemiológicas (SE) 34, 35, 36 e 37. Em relação às mortes, a região passou de 10 para 16 óbitos (60%) no mesmo período. 

Logo em seguida está a região de Tauá, com aumento de 74 casos no mesmo intervalo de tempo. 

Índices de óbitos 

A Região de Iguatu também entá entre aquelas com maior incremento no número de mortes, passando de 13 para 19 óbitos (46,2%) entre as SE 34 e 37.   

Também tiveram incremento no número de óbitos, no período de duas quinzenas, as seguintes ADS:  

  • Limoeiro do Norte: passando de 9 para 11 óbitos (22,2%)  
  • Canindé: passando de 7 para 8 óbitos (14,3%)  
  • Russas: passando de 10 para 11 (10,0%)  
  • Tianguá: passando de 12 para 13 (8,3%) 

Na ADS de Juazeiro do Norte houve a maior redução das mortes no período citado. Em números absolutos, foram 11 mortes a menos, registro de – 42,3%.  

Taxa de mortalidade  

Com relação à taxa de mortalidade, as ADS de Icó, Iguatu, Quixadá, Crateús e Juazeiro do Norte registraram os maiores incrementos na taxa de mortalidade acumulada, nos últimos sete dias, com 8,6%, 3,7%, 3,6%, 3,4% e 3,1%, respectivamente, revela o boletim da Sesa.   

Já as ADS de Fortaleza, Caucaia, Russas e Maracanaú registraram os menores aumentos (0,5%, 0,7%, 0,7% e 0,9%, respectivamente) na taxa de mortalidade.  

Aracati e Camocim não registraram óbitos na última semana, informa o boletim.  

A média de óbitos por dia nos meses de maio, junho, julho, agosto e setembro foi de 124,5, 66,7, 39,4, 21,8 e 14,3, respectivamente. 

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