Juazeiro do Norte ultrapassa marca dos 15 mil casos da Covid-19; tendência agora é de queda

Apesar do número alto, o segundo maior em infectados do Ceará, a terra do Padre Cícero apresenta tendência de queda nos novos casos da doença

Legenda: Apesar da queda, a diretora Vigilância em Saúde de Juazeiro do Norte, Evanusia de Lima, aponta que estes números ainda não demonstram uma estabilidade.
Foto: Antonio Rodrigues

O município de Juazeiro do Norte ultrapassou a marca de 15 mil casos confirmados da Covid-19, mais especificamente 15.133, o segundo maior número do Estado, atrás apenas da capital Fortaleza (48.788). Apesar do grande número, a média diária de novos infectados nos últimos sete dias é de 25,14, enquanto em julho chegou a 435/dia, no intervalo entre os dias 05 e 11 daquele mês, que foi o de maior incidência desde o início da pandemia.  

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  • 17 a 24 de setembro 
    Casos confirmados total: 15.133 
    Acréscimo de casos neste intervalo: 176 
    Média diária de casos: 25,14 
    Óbitos total: 286 
    Acréscimo de óbitos neste intervalo: 9 
    Média diária de óbitos: 1,28 
     
  • 10 a 17 de setembro 
    Casos confirmados total: 14.957
    Acréscimo de casos neste intervalo: 173 
    Média diária de casos: 24,71 
    Óbitos total: 277 
    Acréscimo de óbitos neste intervalo: 4 
    Média diária de óbitos: 0,57 
     
  • 3 a 10 de setembro 
    Casos confirmados total: 14.784 
    Acréscimo de casos neste intervalo: 172 
    Média diária de casos: 24,57 
    Óbitos total: 273 
    Acréscimo de óbitos neste intervalo: 3 
    Média diária de óbitos: 0,42 
     
  • 27 de agosto e 3 de setembro 
    Casos confirmados total: 14.612 
    Acréscimo de casos neste intervalo: 523 
    Média diária de casos: 24,57 
    Óbitos total: 267 
    Acréscimo de óbitos neste intervalo: 7 
    Média diária de óbitos: 1 

A diretora Vigilância em Saúde de Juazeiro do Norte, Evanusia de Lima, aponta que estes números ainda não demonstram uma estabilidade.

“Precisamos continuar esta análise por mais uma semana para ter certeza desta estabilização”, ressalta.  

Por outro lado, se olhar isoladamente o número de óbitos, as mortes apresentam um crescimento na última semana. No entanto, Evanusia explica que isso se dá pela forma que acontece o registro dos dados.

“Os boletins são divulgados na medida que os óbitos são confirmados. Eu posso confirmar hoje, mas aconteceu há dois, três dias. Depende do resultado do exame. Quando se faz a média móvel, faz o cálculo em cima da data dos óbitos e, neste intervalo, temos uma média de um por dia, que é o que vinha acontecendo”, pontua.  

O registro também aponta variações de informações, pois, tem óbitos de Juazeiro do Norte confirmados em outros municípios ou, até mesmo, pessoas de outras cidades que morreram na terra do Padre Cícero e sua residência é apontada ali. “Às vezes acontece correções de óbitos. Isso depende de cada cidade. Algumas, como Barbalha, o processo é mais rápido”, explica Evanusia.

A diretora rechaça que há um “controle” da doença, hoje, no Município. “Não tem como fazer um controle de uma doença que ainda não tem uma medida preventiva eficaz como uma vacina, mas a gente trabalha de uma forma mais tranquila. A tendência é de queda e isso vai favorecer o avanço de fases (no plano de retomada econômica)”.  

“As pessoas tem que lembrar que a queda não significa o fim da pandemia. Enquanto tiver um caso, a Vigilância precisa ser ativa para que novos casos venham a acontecer a gente volte a ter um grande número, já que não tem informações científicas precisas para saber a imunidade que o paciente tem realmente após contrair o vírus”, completa Evanusia.  

Até agora, 41.837 pessoas foram testadas em Juazeiro do Norte, que representa 15,26% de sua população. Dos 15.133 casos confirmados, 14.148 já estão recuperados, 685 estão em isolamento domiciliar e 14 pessoas estão hospitalizadas. 

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