Juazeiro supera os 9 mil infectados pela Covid-19; só outras duas cidades atingiram essa marca

Atualmente, o Município do Cariri cearense é o que mais preocupa. São quase 236 novos em casos, em média, por dia. Sobral e Fortaleza são as outras duas cidades com mais de 9 mil infectados

Legenda: O Hospital Regional do Cariri (HRC) é a unidade referência para atendimentos de pacientes em estado grave. Juazeiro do Norte conta ainda com um hospital de campanha
Foto: Antonio Rodrigues

Cinco dias após atingir a marca de 8 mil infectados pelo novo coronavírus, a cidade de Juazeiro do Norte superou, ontem (23), o índice de nove mil casos (9.075), conforme dados da Secretaria da Saúde do Município. Com isso, a terra do Cícero é a terceira cidade a superar essa marca, ficando atrás apenas de Fortaleza (40.671) e Sobral (9.965), segundo os dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado. 

O número de casos confirmados saltou de 7.426, no último dia 16 de julho, para 9.0725, um acréscimo de 1.649, o que representa aumento de 22,2%. Isso dá, em média, 235,5 pessoas infectadas pelo novo coronavírus por dia. Neste mesmo período, Sobral, que é a segunda cidade com maior número de casos, teve um crescimento de 6%.

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Estes números apontam que Juazeiro do Norte, se houver manutenção da curva, superará Sobral em números de casos já na próxima semana. Há um mês, o Município acumulava 1.892 casos. Isso mostra que, entre o intervalo de 23 de julho a 23 de junho, houve um acréscimo de 379%. A título de comparação, no mesmo período, Sobral teve um aumento de proporcional de 70%.

 

 

Enquanto a terra do Padre Cícero segue em isolamento social mais rígido, a partir de decreto do Governo do Estado, a maior cidade da região Norte avançou para a fase 1 do plano de retomada das atividades econômicas, tendo reaberto, com algumas restrições, todo seu comércio na última quarta-feira (22), incluindo atacadista e varejista, shoppings e exibição cinematográfica por meio de "drive in". 

Óbitos 

Nas últimas 24 horas, foram confirmadas mais quatro mortes em decorrência da doença em Juazeiro do Norte. Os óbitos ocorreram entre os dias 9 e 22 de julho. Trata-se de duas mulheres, de 75 e 102 anos, ambas com comorbidades; e dois homens, de 49 e 85 anos, dos quais um tinha comorbidade. Com isso, o Município chega a 197 vítimas do novo coronavírus. Há uma semana, este número era de 174. A média em uma semana é de 3,28 mortes por dia.

Porém, se levar em consideração o intervalo entre os dias 22 de junho e 22 de julho, o Município apresentou uma redução no número de óbitos, mesmo com o aumento de infectados. Os dados da Secretaria de Saúde do Município indicam uma queda de 3,36% para 2,19% em um mês. A taxa de incidência é de um contaminado para 30,2 mil habitantes.  

A secretária da Saúde de Juazeiro do Norte, Glauciane Torres, afirma que aumento nos casos da Covid-19 já era esperando, principalmente em função da ampliação da testagem, que vem acontecendo inclusive em áreas da zona rural.

“Queremos, com isso, ter um retrato fiel da realidade, mas o que nos importa sobretudo é que os números de óbitos estão em decréscimo e isso significa que as medidas estão sendo efetivas e nós estamos conseguindo salvar vidas”, avalia. 

Até agora, 24.643 pessoas já foram testadas na cidade, o que representa 8,98% de sua população, estimada em 274 mil habitantes. “É importante destacar que estão sendo testados os profissionais de saúde, por estarem na linha de frente de combate à pandemia, e alguns são assintomáticos. Todos têm o dever de continuarem testando por esta condição”, ressalta a secretária.  

Mesmo com o grande aumento de casos de Covid -19, Glauciane reforça que isso não significa que sejam pacientes graves por haver um número significativo de pessoas assintomáticas. Dos 9.075 infectados, apenas 79 estão hospitalizados, enquanto 4.018 permanecem em isolamento domiciliar. O restante já está recuperado.

O que nos preocupa mais é a taxa de letalidade, que caiu para 2,17%. Ela nos guia na assertividade das nossas ações é a queda na taxa de letalidade, ou seja, são mais vidas que estão sendo salvas”, avalia Glauciane. 

 

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